Sergipe

19/03/2009 às 15h52

Secretário diz que Sergipe está pronto para enfrentar a crise

Para o secretário, o Estado está preparado financeiramente para enfrentar a crise econômica que afeta vários paíeses.

Redação Portal A8

O secretário de Estado da Fazenda, João Andrade, fez na manhã de hoje (19), na Sala das Comissões da Assembléia Legislativa, a prestação de contas das finanças do último quadrimestre de 2008 do Governo do Estado para os deputados estaduais da Comissão de Economia e Finanças.

Na sua explanação, ele tranquilizou os deputados e os sergipanos de uma forma geral, garantindo que o Estado está preparado financeiramente para enfrentar a crise econômica que afeta vários paíeses, que, segundo disse, não pode ser desconsiderada por completo.

João Andrade disse que, atualmente, o Estado deve ter algo em torno de R$ 600 milhões em caixa. A receita total no período era de R$ 4,5 bilhões e a despesa total era de R$ 4,2 bilhões, com um superavit de R$ 276,2 milhões.

Outro ponto destacado pelo secretário é que o Poder Executivo, o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Assembléia Legislativa controlaram seus gastos com pessoal e já estão oficialmente dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. "Apenas o Tribunal de Contas do Estado ainda não atingiu a meta estipulada".

"Nós estamos diante de uma situação boa tendo em vista a crise que se abate sobre o mundo. Em 2007 nós trabalhamos para produzir um superavit que tem funcionado como uma vacina e vai nos ajudar bastante em 2009 para preservar o nível de investimentos do Estado, de tal forma que seja preservado o funcionamento da máquina e o pagamento da folha. Os recursos que o Estado tem em caixa, boa parte deles está vinculada. Nós estamos tranquilos, mas é evidente que a crise tem seus reflexos, tanto que a arrecadação sofreu um decréscimo", comentou João Andrade.

O secretário revelou que "os royalties cairam 50%, saindo de um patamar de R$ 11 milhões para R$ 5,5 milhões. O Fundo de Participação dos Estados também caiu em torno de 10% e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços tem tido um comportamento semelhante ao mesmo período do exercício anterior que, se descontarmos a inflação, é um crescimento negativo. Mas com a manutenção dos investimentos, nós acreditamos que os efeitos desta crise tendem a cair em breve", completou.