Sergipe

16/03/2009 às 11h56

Professores pedem rapidez nas negociações

Redação Portal A8

 

Primeiro dia de greve dos professores de Aracaju é marcado por ato de protesto em frente a PMA (Douglas Magalhães)

O primeiro dia de greve dos professores da rede municipal de Aracaju foi marcado por protestos na manhã de hoje (16) em frente ao Centro ‘Aloísio Campos`, onde funciona a sede administrativa. A categoria reivindica melhores condições de trabalho; reposição de perdas salariais e plano de saúde.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Professores Municipais de Aracaju (Sindipema), Maria Alba da Silva, a greve foi a única saída dada pelo governo municipal aos professores. "Estamos tentando negociar a muito tempo, mas não houve interesse por parte da PMA", afirma a sindicalista.

Entre os principais pontos da pauta de reivindicações destacam-se a implantação do piso nacional do magistério; reposição de 22,79% referentes a perdas acumuladas desde o ano de 2001 e, ainda, plano de saúde.

"A proposta da Prefeitura é implantar o IPES/Saúde seguindo os parâmetros de plano de saúde, ou seja, a cada consulta o servidor tem que desembolsar um determinado valor, além disso, teria descontado um percentual no salário mensalmente. É uma proposta inviável", disse a presidente do Sindipema.

Panfletagem

Na próxima quarta-feira (19), a categoria vai realizar uma panfletagem pelas ruas do centro da cidade com o objetivo de informar a população sobre os motivos da greve. "Se dependesse do professor, as escolas estariam funcionando normalmente. A greve foi provocada pelo governo municipal que resiste em negociar os direitos da classe", explica ela.

Ainda na quarta-feira, os grevistas vão até a Câmara de Vereadores pedirem o apoio dos parlamentares.
Maria Elba afirma que a greve é por tempo indeterminado. Ela assegura, no entanto, que todas as creches estão funcionando normalmente. "A greve não atingiu esse segmento", reforça.