Sergipe

13/03/2009 às 16h38

Em Capela, combate ao mosquito conta somente com 30 agentes

Redação Portal A8

 

Saúde vai reforçar trabalho de combate a dengue em Capela (Márcio Garcez)

Cerca de 30 agentes da brigada estadual de combate à dengue estão atuando no município de Capela. Os últimos dados disponibilizados pelo município no Sistema de Informação da Febre Amarela e Dengue do Ministério da Saúde (Sisfad) datam de janeiro, quando a região já era classificada de médio risco por apresentar um índice de infestação de 1,3%.

 

"De lá para cá, a Secretaria de Estado da Saúde ficou sem parâmetro para identificar a necessidade de intensificação do trabalho de destruição dos criadouros do mosquito transmissor", afirma a coordenadora do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá.

"O objetivo das ações preventivas é formar um bloqueio e impedir que o mosquito se prolifere nesse período em que estamos, considerado de grande risco epidemiológico por conta das chuvas e do calor", explica a coordenadora do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá. Segundo ela, desde o início deste ano até então, somente vinham trabalhando no território de Capela os agentes da brigada contratados pelo Estado.

"A tarefa de combater os focos do Aedes aegypti dentro do território é do município, mas quando ele tem dificuldades para fazer isso, o Estado pode auxiliar, e a forma mais adequada de identificar essa necessidade de colaboração é quando a gestão municipal compartilha dados e outras informações", destaca a coordenadora do Núcleo de Endemias.

Além dos 30 agentes recrutados na última quinta, a SES também enviará a Capela a brigada estadual itinerante, que desde a segunda quinzena de janeiro vem percorrendo os municípios sergipanos com a missão de visitar os imóveis localizados nas sedes das cidades e em alguns povoados. Até esta sexta, 13, o grupo encontra-se em Lagarto, onde as tarefas terão continuidade nos próximos dias 18 e 19.

Em Capela, a previsão é de que a brigada atue na primeira semana de abril. "Até lá, vamos manter esses agentes dos municípios vizinhos, para destruir as larvas do Aedes aegypti e os possíveis focos, e ainda intensificar a aplicação do ultra baixo volume (UBV) feita pelos carros fumacê, com a finalidade de combater o mosquito em sua fase adulta", concluiu Sidney Sá.