Sergipe

10/03/2009 às 13h59

Gualberto presta solidariedade a policial condenado

O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado estadual Francisco Gualberto se uniu ao grande grupo de policiais civis e militares para se solidarizar com o vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Sergipe, Antônio Moraes.

Redação Portal A8

O problema jurídico enfrentado pelo vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Antônio Moraes, foi tema do pronunciamento feito pelo líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Francisco Gualberto (PT), nesta terça-feira. Diante da galeria lotada de policiais civis solidários a Morais, Gualberto disse que o governador Marcelo Déda não tem nada a ver com a questão da condenação recentemente imposta ao policial pela justiça.
"Em momento algum esse inquérito chegou ao governador do Estado. Marcelo Déda jamais concordaria com qualquer ato de perseguição a Antônio Moraes ou a qualquer servidor em um processo administrativo", garantiu o líder. "Nosso governo não é déspota, pois tem uma outra história, um outro perfil", disse, ressaltando que está à disposição do policial para buscar resolver o problema.
Sindicalista aguerrido, Antônio Moraes foi condenado por corrupção passiva. De início, ele havia sido condenado à prestação de serviços à comunidade, pagamento de multa de R$ 930, alé, da perda do cargo de escrivão da Polícia Civil, em sentença proferida pelo juiz substituto da 3ª Vara Criminal de São Cristóvão, Henrique Brito de Carvalho. O motivo foi a acusação de ter cobrado R$ 300 para produzir um Boletim de Ocorrência, de um acidente de trânsito, ocorrido em São Cristóvão em 2003.
No início desta semana, o juíz de direito José dos Anjos concedeu a ordem para suspender definitivamente o processo administrativo disciplinar contra Moraes, mesmo assim os policiais civis fizeram protesto na Assembléia Legislativa denunciando uma suposta perseguição por parte da cúpula da Secretaria de Segurança Pública. Diante do episódio, o deputado Francisco Gualberto tratou de tranqüilizar todos. "Jamais partirá do nosso governador qualquer orientação de perseguição a servidores ou concordância com qualquer perseguição feita por outros setores", disse.
O deputado revelou ainda sua opinião pessoal sobre o fato, informando que no domingo conversou com o servidor em questão e obteve informações mais detalhadas do caso. "Tive acesso a uma cópia do processo judicial. No primeiro momento, alguém faz uma acusação a Antônio Moraes, e no segundo momento, esse denunciante, tanto no inquérito policial como no poder judiciário, revela que mentiu, sofreu coação e suas primeiras afirmações não são verdadeiras", disse. "Portanto, na minha análise, não existe mais porque prosseguir com esse inquérito".