Sergipe

06/03/2009 às 16h06

Iran destaca papel da mulher nas lutas sociais

Dia da Mulher é destacado pelo deputado federal Iran Barbosa (PT-SE) na tribuna da Câmara Federal. Ele ressaltou a luta das mulheres para barrar o preconceito e sugeriu uma reflexão sobre o papel feminino em todos os setores da sociedade.

Redação Portal A8

O deputado federal Iran Barbosa (PT-SE) destacou, na tribuna da Câmara Federal, o Dia Internacional da Mulher, comemorado neste domingo, 8 de março. Ele disse que a luta para romper a barreira dos preconceitos sofridos pelas mulheres deve ser de toda a sociedade. "O 8 de março está longe de ser uma data comemorativa. A data serve para que todos, sem distinção de gênero, façam uma reflexão sobre os direitos já conquistados pelas mulheres. Serve, também, de incentivo para renovar as lutas, por exemplo, contra a discriminação no mercado de trabalho", disse.

Pesquisa recente de uma instituição ligada ao Programa das Nações Unidas pelo Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o governo brasileiro, aponta a desigualdade salarial entre homens e mulheres como uma das causas determinantes da pobreza na América Latina. A pesquisa mostra que se homens e mulheres tivessem seus salários equiparados, a proporção de pobres no Brasil cairia 20%. "Mas, para que isso aconteça na vida real, precisamos superar a cultura machista e patriarcal que define o lar como único espaço de protagonismo feminino", disse o deputado.

Iran destacou, ainda, que as diferenças entre homens e mulheres no mercado de trabalho vão além da desigualdade salarial. Ele citou que, no Brasil e em diversos países da América Latina, as mulheres têm menor participação nas atividades econômicas, são maioria no trabalho informal e entre a população desempregada, e continuam sendo as maiores vítimas de assédio moral e sexual e das doenças laborais.

"Isso sem dizer que, coagidas socialmente a assumir o papel de mãe e dona-de-casa, muitas vezes só resta a mulher duas alternativas: depender economicamente de seus pais, irmãos ou maridos ou aceitar trabalhos precarizados, sem nenhuma garantia trabalhista, para poder conciliar o trabalho produtivo com suas tarefas domésticas", observou.

Esse arranjo entre o trabalho produtivo e reprodutivo realizado pelas mulheres, segundo o deputado, faz com que a jornada de trabalho feminina seja mais extensa que a masculina.

Para Iran, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais é uma bandeira central para as mulheres, tanto pela possibilidade de gerar novas vagas no mercado formal quanto por permitir uma redução em sua jornada total de trabalho. O deputado é titular na Câmara Federal da comissão especial que discute a redução da jornada, da qual é totalmente a favor.

"Neste sentido, somo-me às lutas defendidas pelas trabalhadoras e a Central Única dos Trabalhadores, que decidiu, este ano, relançar nacionalmente a "Campanha por igualdade de oportunidades: na vida, no trabalho e no movimento sindical", disse.

A campanha defende, por exemplo, políticas públicas para a ampliação da licença maternidade para todas as trabalhadoras e o aumento de vagas em creches públicas para que o Estado também assuma sua parcela de responsabilidade sobre a reprodução social.