Sergipe

02/03/2009 às 12h59

Sem acordo com a Prefeitura, médicos decidem cruzar os braços

Redação Portal A8

 

Médicos decidem paralisar as atividades por tempo indterminado. Foto/Ascom-Sindmed

Os médicos da rede municipal de Aracaju decidiram que vão entrar em greve por tempo indeterminado a partir de amanhã (03). O anúncio foi feito logo após a reunião que tiveram com representantes da Prefeitura. O encontro tinha como objetivo discutir propostas visando reabrir as negociações para evitar uma nova paralisação. Mas, o resultado do encontro não agradou.

 

O presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe, José Menezes afirma que a Prefeitura vem agindo com descaso. "Esperamos horas para sermos atendidos e quando finalmente sentamos não houve qualquer início de negociação. A equipe da PMA apenas apresentou um calendário de agendamento com os Sindicatos", disse José Menezes.

"Não fomos a Prefeitura para discutir agendamento, mas para conhecer a proposta salarial, o que não ocorreu", lamenta o sindicalista ao frisar que a primeira paralisação de advertência ocorreu dia 26 do mês passado, quando ficou acertado que hoje (03) voltaríamos a discutir a questão tendo por base a proposta do governo municipal.

Ato público

Devido à reunião de hoje (02) o atendimento foi precário nos postos de saúde de Aracaju. Amanhã (03) a situação deverá ficar ainda pior. A paralisação será marcada com um ato público em frente ao Hospital Nestor Piva. O objetivo é explicar e esclarecer a população sobre os motivos da greve. "Sei que a paralisação das atividades atinge em cheio a população, mas a administração municipal não deixou outra saída", enfatiza José Menezes.

Reivindicações

Os médicos, que hoje recebem um salário-base de R$ 1,7 mil por 40 horas semanais de trabalho, mais uma complementação do Ministério da Saúde, totalizando R$ 4,5 mil, querem ganhar R$ 8.239 por 20 horas semanais. A maioria dos médicos que atua na Secretaria Municipal de Saúde trabalha 40 horas semanais.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos, José Menezes, a categoria quer o salário preconizado pela Federação Nacional dos Médicos, que no ano passado, era de R$ 7, 5, mas com os reajustes calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) passou para R$ 8.239. Na Secretaria Municipal de Saúde, atuam equipes que trabalham no Programa Saúde da Família (PSF), emergenciais e especialistas, que se dividem no Samu e nos hospitais da zona Norte e zona Sul.