Sergipe

22/02/2009 às 00h50

Produtores de Sergipe vão exportar mangaba

Redação Portal A8

A empresa `Polpas Sempre Viva`, do Sul da Bahia, conhecida em todo país pela experiência no segmento e pela gama de frutas que processa, vai começar a exportar a produção de mangaba de agricultores familiares dos municípios de Pirambu e Japaratuba.
"Todo trabalho teve início no momento que o secretário de Estado da Agricultura, Paulo Viana, e sua equipe visitaram agricultores da Cooperativa Jardim, de Japaratuba, e também de Pirambu. Os agricultores plantaram mais 15 mil mudas sem qualquer noção de como comercializar a produção e, por isso, precisavam urgentemente de suporte", contou o assessor técnico da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), Francisco Cassundé.

As primeiras investidas na Bahia começaram a ser feitas junto a técnicos da Comissão Executiva do Plano de Lavoura Cacaueira (Ceplac) para identificar empresas que pudessem comercializar a mangaba de Sergipe. Na ocasião, os técnicos da Ceplac foram convidados a visitar Sergipe, onde detectaram condições semelhantes às do sul da Bahia, com a perspectiva de introdução de culturas comercialmente rentáveis.

Técnicos da Ceplac visitaram as regiões produtoras de mangaba em Sergipe, avaliaram expectativa produtiva e sinalizaram com otimismo sobre uma abertura de mercado. "A confirmação da parte da empresa `Polpas Sempre Viva` veio compensar o esforço do Governo de Sergipe, que aposta numa adequação da fábrica de polpas de Pirambu às exigências do mercado para que assim que a safra se efetive com intensidade plena, também se materializem contratos com a empresa da Bahia", afirmou Cassundé.

A Seagri tem trabalhado para organizar os produtores e um dos resultados deste esforço foi a criação do Grupo de Desenvolvimento da Cultura da Mangaba do Pólo Norte, formado pela Cooperativa Jardim, de Japaratuba, e a Associação de Produtores de Pirambu, que é gestora de uma unidade industrial de polpa de frutas naquele município.

Paralelamente, a Seagri já havia conseguido a comercialização da polpa de mangaba junto a organismos oficiais, através do Programa de Aquisição de Alimentos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a merenda escolar. Da mesma forma, articulou negociações com mercados, lanchonetes, restaurantes e consumidores finais para o comércio de outras frutas processadas pelo grupo, a exemplo da manga, caju, coco, acerola, maracujá e jenipapo.

O presidente do Grupo de Desenvolvimento, José Antonio, destacou o trabalho que o Estado vem realizando. "No campo, o agricultor não pensa num mercado continuado como o que a Secretaria da Agricultura deseja. Ao contrário, o produtor acaba entregando a produção do momento a quem primeiro aparece e paga, sem entender que aquele atravessador pode nunca mais comprar a mangaba. A luta agora é pela conscientização do agricultor", resumiu.