Sergipe

17/02/2009 às 15h48

Gualberto garante que Governo paga o piso de R$ 950

O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado estadual Francisco Gualberto (PT) garantiu nesta terça-feira(17) que o governador Déda (PT) paga a 100% dos professores que têm direito o piso nacional de R$ 950,00.

Redação Portal A8

Ao contrário do que dizem os professores, o líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado estadual Francisco Gualberto (PT) revelou nesta terça-feira (17) que o governador Marcelo Déda (PT) está pagando o piso nacional do magistério, instituído pela lei 11.738 e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"O governador está indo além do que determina a legislação. O piso de R$ 950,00 mensais não é para todos do magistério. A lei é muito clara. O artigo 2º diz que o piso de R$ 950,00 é para professores com formação em nível médio", argumentou o petista, acusando a oposição de tentar enganar a população "dizendo que o piso é para ser pago a todos os professores. Não é assim".

De acordo com Gualberto, em janeiro, o governo do Estado de Sergipe destinou à Secretaria de Educação um incremento de R$ 9 milhões para adequar o salário destes professores à nova realidade. E ao divulgar esta informação, Francisco Gualberto lembrou que no ano passado sete governadores de Estado recorreram ao Supremo Tribunal Federal justamente para não pagar o piso. "O nosso fez o contrário, pois anunciou com antecedência que a partir de janeiro de 2009 pagaria o piso, conforme a lei", disse o líder.

Segundo ele a lei diz também que a integralização deste valor será feita de forma progressiva e proporcional, sendo que a partir de janeiro de 2009 ficou determinado um acréscimo de 2/3 entre o valor de R$ 950,00 e o vencimento inicial da carreira no Estado.

"Mas acontece que nosso governo pagou 100%, o que significa dizer que em Sergipe nenhum professor do Estado tem remuneração menor que os R$ 950,00", garantiu o deputado, elogiando a lei federal. "É uma lei avançada, importante, necessária, mas não podemos vender ilusões ao magistério", frisou, manifestando-se a favor dos avanços da lei e dizendo que nada impede a categoria de reivindicar o benefício para todas as classes de profissionais do magistério, o que seria justo.