Rodoviários do transporte coletivo na Grande Aracaju paralisam atividades; confira as linhas afetadas
No total, 126 ônibus não estão circulando na região metropolitana.
Redação do Portal A8SE
Rodoviários de três empresas do Grupo Progresso, que opera no transporte coletivo da Grande Aracaju, paralisaram as atividades mais uma vez. A informação foi confirmada pela Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) nesta terça-feira (01).
No total, 126 ônibus não estão circulando e 39 linhas foram afetadas. Os trabalhadores buscam reivindicar questões trabalhistas, como o pagamento do 13º salário, os vencimentos referentes aos últimos dois meses e as férias atrasadas. A outra ação mais recente aconteceu no dia 13 de janeiro, quando eles fizeram as mesmas cobranças.
Segundo a SMTT, o cumprimento dos direitos não ocorreu em virtude das contas bancárias da empresa terem sido bloqueadas judicialmente. Outras empresas que fazem parte do sistema foram contatas para que ônibus extras sejam colocados em operação, a fim de suprir a demanda.
Linhas Afetadas
Entre as linhas afetadas, estão:
- Aracaju: 001, 033, 034, 035, 041, 200 CIC1, 310, 400-1, 400-2, 401, 402, 405, 407, 408-1, 408-2, 414, 501, 503, 504, 600 CP1, 600 CP2, 612, 703, 706, 707, 708, 710, 717 e 720.
- São Cristóvão: 031, 060, 070, 301, 307, 311, 312, 404, 406 e 801.
Posicionamento do Setransp
Em nota, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp) disse que o Grupo Progresso foi surpreendido com o bloqueio determinado pela Justiça Federal pelo prazo de 30 dias, o qual "inviabilizou os pagamentos na data acordada com os trabalhadores, sendo certo que as medidas judiciais cabíveis já foram adotadas para que esses recursos sejam liberados para pagamento".
Ainda de acordo com o Setransp, a empresa tem mantido negociação com os rodoviários a fim de retomar as atividades o quanto antes.
"Essa situação é uma consequência da realidade de desequilíbrio econômico vivido pelo setor de transporte, que durante esses últimos dois anos de pandemia acumulou débitos e aumento de custos, enfrentou uma dura queda de receita e continua não contando com nenhum aporte extra tarifário. Isso tem colocado em risco a operação regular do serviço em Aracaju e na região metropolitana", disse.
