Mundo

31/08/2010 às 10h41

Polícia desatircula rede de tráfico de brasileiros na Europa

Redação Portal A8

A Polícia Nacional da Espanha anunciou a prisão de 14 pessoas após a desarticulação da primeira rede de tráfico de homens no país, em sua maioria procedentes do Brasil. Os policiais informaram ao jornal espanhol ABC que muitos deles eram travestis e que consumiam drogas para aguentar 24 horas de prostituição.

Uma outra revelação chocante foi feita pela polícia, os aliciadores chegavam a trocar homens, mediante a pagamento, para outros grupos de exploração sexual para, assim, renovar sua oferta para os clientes. Caso apresentassem resistência, os as vítimas eram ameaçadas até com a morte.

O ABC também informa que os homens foram recrutados no Estado brasileiro do Maranhão.Esta é a primeira vez que a Espanha acaba com uma rede dedicada à exploração sexual de homens. As prisões aconteceram em Palma de Mallorca, Madri, Barcelona, Alicante e León."Os homens eram captados no Brasil e a organização fornecia a "bolsa de viagem" e a passagem de avião, que era comprada com cartões clonados".

A maioria das vítimas pensava que ia para a Espanha como modelo ou dançarino de casas noturnas. Outros sabiam que iam trabalhar com prostituição, mas eram enganados em relação às condições de trabalho, informou o jornal espanhol El País."Uma vez na Espanha, o líder da rede os distribuía pelas diferentes casas de encontros e fornecia cocaína, outros tipos de drogas e Viagra para prostituição".

Inicialmente se dizia aos jovens que eles tinham que desembolsar apenas a passagem de avião para ir ao país europeu, mas uma vez lá, os aliciadores exigem até R$ 8.930 (4.000 euros), também de acordo com o País.

A rede atraía clientes com anúncios nos classificados de jornais e em sites, que exibiam fotografias dos jovens disponíveis. Na Espanha, o ABC informa que os rapazes tinham de circular pelas casas de prostituição conforme a necessidade dos chefes da organização.

Homens cobravam mais de R$ 130

O ABC também relata que o preço de um serviço de meia hora era de R$ 134,1 (60 euros). Desse valor, 50% iam para as mãos do aliciador, que também cobrava mais R$ 447 (200 euros) por alojamento e comida.

Os homens viviam no mesmo local onde estavam as casas de prostituição, amontoados em pequenos quartos que dividiam em até seis pessoas.

Apenas a cidade de Madri abrigava três locais de prostituição. Outras cinco instalações ficavam em Palma de Mallorca, uma em Barcelona, outra em Torrevieja (região de Alicante) e mais uma, o Club Brindis, em Mansilla de las Mulas, em León.

A organização também captava vítimas do sexo feminino, mas na proporção de nove homens para cada mulher, de acordo com o ABC.

Os veículos espanhois não mencionaram o status migratório dos homens, mas informaram que a polícia deste setor está envolvida. No entanto, os aliciados que colaborarem com a polícia vão poder pedir a autorização de residência na Espanha, informou o jornal espanhol El Mundo.

Fonte:R7