Mundo

22/09/2009 às 18h58

Militares cercam embaixada do Brasil em Honduras

Redação Portal A8

Militares hondurenhos cercaram na manhã desta terça-feira a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa para conter as manifestações em favor do presidente deposto, Manuel Zelaya, que está refugiado na embaixada desde esta segunda-feira.

Milhares de manifestantes passaram a madrugada desta terça-feira diante do edifício, apesar do toque de recolher imposto pelo governo interino de Roberto Micheletti. Eles passaram a noite cantando, dançando e iluminando as ruas com seus celulares, depois que a polícia cortou a eletricidade do quarteirão inteiro, relata a agência de notícias Associated Press.

O toque de recolher entrou em vigor às 16h desta segunda-feira (19h no horário de Brasília) e foi estendida até as 18h desta terça-feira (21h em Brasília) para, segundo o governo, prevenir distúrbios.

O porta-voz do Departamento de Segurança, Orlin Cerrato, afirmou à agência Associated Press que a área ao redor da embaixada está agora sob controle das autoridades. Não há relato sobre prisões ou distúrbios maiores.

Depois de desalojar os manifestantes, ainda segundo a France Presse, os militares instalaram equipamentos de som direcionados à embaixada brasileira e começaram a tocar em alto volume o hino nacional de Honduras.

"Os militares armados e encapuzados cercaram a embaixada, jogaram gás lacrimogêneo em direção à embaixada e agrediram as pessoas. Foram bem agressivos com as pessoas", afirmou à France Presse o jornalista independente Nelson Oliva, que também está dentro da representação diplomática.

A agência de notícias Efe afirmou que as dezenas de pessoas que estavam em frente à Embaixada do Brasil em Tegucigalpa foram dispersadas pela tropa de choque da polícia com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

No prédio da representação diplomática brasileira, estão Zelaya, vários familiares e alguns seguidores e jornalistas. Segundo a mulher de Zelaya, Xiomara Castro, as autoridades cortaram na noite desta segunda-feira o fornecimento de luz e água no prédio

Fonte: Folha Online