Mundo

19/03/2009 às 09h21

Bin Laden pede que presidente da Somália seja derrubado

Líder da Al-Qaeda pede apoio aos mujahedins do país na compra de armas e a realização da jihad

Redação Portal A8

 

Osama bin Laden (AP)

O líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden, pediu para que seus simpatizantes derrubem presidente somali e islamita moderado, Sharif Sheikh Ahmed, em uma gravação de áudio colocada na internet. Em sua mensagem - datada de março, embora sem data concreta, com transcrição em árabe e em inglês e disponível em vários fóruns islâmicos na internet -, o terrorista pede que os "campeões da Somália" lutem contra o "governo apóstata" de Ahmed.

Ahmed foi presidente do Conselho Executivo da União das Cortes Islâmicas e era considerado como um dos líderes moderados quando essas cortes controlavam Mogadiscio e amplos setores do país, no segundo semestre de 2006. Bin Laden diz que Ahmed traiu o Islã e agora aceitou governar com ajuda da "lei infiel", ao aceitar a Presidência da Somália após a saída do poder de seu antecessor, Abdullahi Yousef Ahmed, em 29 de dezembro. "A guerra que ocorreu em sua terra nestes últimos anos é uma guerra entre o Islã e a cruzada internacional", afirmou Bin Laden. "Esta classe de presidentes são os substitutos dos nossos inimigos e sua autoridade é nula em primeiro lugar, e como o xeque Sharif é um deles, deve ser derrubado e deve-se lutar contra ele".

O líder da Al-Qaeda afirma que a morte é preferível "antes de baixar a cabeça" perante o governo da Etiópia, cujo Exército, "liderado pelos Estados Unidos", derrubou os islamitas entre dezembro de 2006 e começo de 2007. Bin Laden também pede aos somalis que apoiem economicamente os mujahedins (combatentes) na compra de armas e a realização da jihad (guerra santa).

Na gravação, que inclui uma mensagem sonora de Bin Laden, uma foto dele e subtítulos em inglês, o líder da Al-Qaeda diz que a vitória dos islamitas na Somália "é de extrema importância" e considera que a perda desse território "facilitaria ao inimigo devorar o coração do mundo islâmico". Neste sentido, faz um repasse geográfico sobre a presença das potências ocidentais e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na zona, de Afeganistão e Darfur (Sudão), até o sul do Líbano e o conflito palestino.

Bin Laden pede aos mujahedin, "os honestos filhos da Somália", a seguir "o caminho da jihad". "A infidelidade global está em apuros e crise como não se via em décadas", afirma Bin Laden, acrescentando que sua luta é um apoio para "os irmãos na Palestina, Iraque, Magreb islâmico, Paquistão e as outras frentes da jihad".

 

Fonte: Estadão