Mundo

16/02/2009 às 10h13

Hillary chega ao Japão em 1ª etapa de giro pela Ásia

Secretária de Estado critica Coreia do Norte ao iniciar primeira viagem desde que assumiu o cargo

Redação Portal A8

 

Hillary visita ainda Coreia do Sul, Indonésia e
China (AP)

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chegou nesta segunda-feira, 16, ao Japão em sua primeira viagem oficial ao exterior desde que tomou posse de seu cargo em janeiro, parte de um giro em que ainda visitará Indonésia, Coreia do Sul e China. A ex-primeira-dama desembarcou em Tóquio fazendo duras críticas ao programa nuclear norte-coreano, afirmando que o país precisa manter seu comprometimento com o desmantelamento de seus projetos atômicos.

Hillary afirmou que escolheu a Ásia para começar sua primeira viagem ao exterior como secretária de Estado para "mostrar que as relações dos EUA com o outro lado do Pacífico são indispensáveis" e que, durante os encontros no Japão, Coreia do Sul, Indonésia e China, falará sobre proliferação nuclear, mudança climática e a guerra no Afeganistão. Segundo Hillary, os EUA esperam formar redes na Ásia para trazer soluções aos problemas que nenhum destes países podes resolver sozinhos.

O avião que levou a chefe da diplomacia dos Estados Unidos aterrissou no aeroporto de Haneda por volta das 19h30 (7h30, horário de Brasília). Durante sua visita ao Japão, que terminará na quarta-feira, Hillary deve se reunir na quarta com o ministro de Relações Exteriores do Japão, Hirofumi Nakasone, com o primeiro-ministro, Taro Aso, e com a imperatriz Michiko, que a receberá no Palácio Imperial para tomar chá. A secretária de Estado americana viajará na quarta do Japão para a Indonésia e nos próximos dias visitará também Coreia do Sul e China.

A secretária ainda criticou o programa atômico norte-coreano, afirmando que Pyongyang precisa cumprir suas obrigações com o desmantelamento nuclear, já que concordaram anteriormente com a proposta apresentada pelos seis países que lideram as discussões. Foram oferecidos incentivos econômicos e financeiros em troca do fim do programa militar atômico.

 

Fonte: Estadão