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06/10/2018 às 12h48

Microempreendedores buscam driblar a crise

Assessoria

Em tempos de profunda crise econômica e alto índice de desemprego, que atinge mais de 12,7 milhões de trabalhadores, investir no próprio negócio tem sido à saída de muitos brasileiros, como o caso do empreendedor sergipano Ramon Gonzalez. Objetivando trabalhar com o segmento de beleza masculina, ele foi visionário e atendeu uma demanda específica: barbearia.

“Comecei com ela e resolvi avançar com um segundo negócio, após ver que tinha mercado para ascender mais. Em um ano, deixei o primeiro negócio e com a expertise adquirida através da qualificação empresarial, montei um segundo empreendimento de maior porte, investindo todo tempo e recurso”, afirma Ramon.

Ramon Gozalez iniciou como um Microempreendedor Individual (MEI), impulsionado pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Com a formalização, o MEI é legalizado e passa a ter CNPJ, facilitando, assim, a abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e emissão de notas fiscais.

Pouco a pouco, o empreendedor Ramon percebeu que seu negócio estava no caminho certo. Segundo ele, com esse novo empreendimento, a empresa cresceu com quase o triplo de operações que o anterior e o faturamento foi exponencial. “Os resultados têm sido gratificantes. Diante de um país que enfrenta uma crise severa, ver um negócio que lida com prestação de serviços deslanchar e se tornar referência no segmento, é muito bom”, conta.

Atualmente, Ramon conta com uma equipe de 30 profissionais e faz consultoria para outros empreendedores. “O meu negócio mudou minha vida por completo, pois entendi como se empreende e como desenvolver uma empresa que desse certo. Hoje tenho uma equipe de profissionais que trabalham com excelência e alto padrão de qualidade, o que marca nossa posição de mercado”, pontua.

De acordo com o Sebrae, para se tornar um Microempreendedor Individual é necessário faturar até R$ 81.000,00 por ano ou R$ 6.750,00 por mês, não ser participante em outra empresa como sócio ou titular e ter, no máximo, um empregado contratado que receba o salário-mínimo ou o piso da categoria. Além disso, o MEI é enquadrado no Simples Nacional, ficando isento dos tributos federais como Imposto de Renda (IR), Cofins e PIS.

O Microempreendedor Individual também passa a ter direito aos benefícios previdenciários, como auxílio-maternidade, auxílio-doença, aposentadoria, entre outros. Com o crescimento do empreendimento, o Sebrae orienta que o MEI pode pedir a desvinculação do programa, passando a se tornar uma Microempresa, como foi o caso do empreendedor Ramom Gozalez.

No atual cenário brasileiro, o número de MEI tem crescido. Segundo dados do Sebrae, desde o lançamento em 2009, o programa atingiu 3,6 milhões de empreendedores no ano de 2013 e, no ano passado, os MEIs chegaram a 7,7 milhões.
Ainda conforme o levantamento do Sebrae, as micro e pequenas empresas são responsáveis por gerar cerca de 54% de empregos formais no Brasil e por 44% da massa salarial. “O trabalho junto a esses empreendedores é realizado pelo Sebrae com o fornecimento do Programa Sebrae Microempreendedor Individual (SEI), que conta com cursos de formação, além de orientações técnicas e acesso a consultoria gerencias e tecnológicas”, explica Aurélio Fernandes Viana, analista técnico da Unidade de Atendimento do Sebrae Sergipe.

O microempreendedor Ramon confessa que objetiva expandir ainda mais a atuação de mentoria empresarial, estimulando novas empresas. “Tenho plena convicção de que nossa empresa não é apenas referência e líder de mercado, mas além disso, um espelho para que outras pessoas aprendam a empreender. Cada negócio gera novas oportunidades de emprego e renda. Minha vontade é poder desenvolver a atividade de formação profissional de novos barbeiros, passando minha técnica e ensinando como atuar dando o seu melhor”, expressa.


Fonte: Assessoria