Brasil

21/03/2019 às 17h55

Temer será levado para unidade prisional onde está Pezão

R7

O juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, determinou, nesta quinta-feira (21), que o ex-presidente Michel Temer, preso preventivamente na operação Radioatividade, seja levado para Unidade Prisional da Polícia Militar de Niterói, mesmo local onde também está o ex-governador do Rio Luiz Fernando Pezão. 

A decisão se estende aos investigados Moreira Franco, por ter exercido o cargo de ministro, e João Baptista Lima Filho, por ser coronel reformado da Polícia Militar.

Temer foi detido em São Paulo por agentes da Polícia Federal e deverá chegar ao Rio de Janeiro ainda nesta tarde. Segundo o MPF (Ministério Público Federal), o ex-presidente e outras nove pessoas são alvos da operação Radioatividade, que é um desdobramento da Lava Jato.

As investigações apontam que Michel Temer é líder de uma organização que recebeu propina na construção da usina nuclear de Angra 3 por meio de contratos com empreiteiras. 

Os suspeitos são investigados pelos crimes de cartel, corrupção ativa e passiva, lavagem de capitais e fraudes à licitação.

O MDB, partido de Michel Temer e Moreira Franco, se manifestou por meio de nota: 

"O MDB lamenta a postura açodada da Justiça à revelia do andamento de um inquérito em que foi demonstrado que não há irregularidade por parte do ex-presidente da República, Michel Temer e do ex-ministro Moreira Franco. O MDB espera que a Justiça restabeleça as liberdades individuais, a presunção de inocência, o direito ao contraditório e o direito de defesa.

O escritório Moraes Pitombo Advogados, responsável pela defesa de Moreira Franco também se pronunciou por meio de nota:

A defesa de Wellington Moreira Franco vem manifestar inconformidade com o decreto de prisão cautelar. Afinal, ele encontra-se em lugar sabido, manifestou estar à disposição nas investigações em curso, prestou depoimentos e se defendeu por escrito quando necessário.
Causa estranheza o decreto de prisão vir de juiz de direito cuja competência não se encontra ainda firmada, em procedimento desconhecido até aqui.

Pezão

Preso ainda no exercício do mandato, no dia 29 de novembro, o ex-governador Luiz Fernando Pezão foi alvo da Operação Boca de Lobo. Desde então, Pezão ocupa uma sala especial, sem grades e monitorada por câmeras 24 horas no Bep (Batalhão Especial Prisional de Niterói) de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. 

O ex-governador é acusado de ter dar continuidade ao esquema de corrupção chefiado por Sérgio Cabral, que desviou verbas de contratos do Estado do Rio.

No último dia 20, o TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) negou o pedido de habeas corpus feito pela defesa Pezão. 


Fonte: R7