Brasil

15/04/2011 às 09h25

Intercâmbio no ensino médio ajuda jovem a amadurecer e aprender idiomas

Redação Portal A8

Gabriele Sampaio tem só 14 anos e já se preocupa com a universidade. A garota, aluna do primeiro ano do ensino médio, não pensa apenas nas fórmulas e matérias que precisa aprender para o vestibular - Gabriele quer é saber como ingressar no curso de direito da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos.

Para isso, ela começou a se preparar para um programa de High School, para estudar parte do colegial nos Estados Unidos ou na Inglaterra.

Se conseguir boas notas e sair com o inglês afiado, a garota espera ter mais chances de concorrer à vaga dos seus sonhos em Nova York.

Além de ter uma nova experiência em sala de aula, contato com uma cultura diferente e de sair de casa ainda jovem, o adolescente que opta pelo curso de High School volta mais responsável e com o idioma estrangeiro fluente (principalmente inglês e espanhol), afirma Perpétua Devite, da BIL Intercâmbios. Outra característica é sair disciplinado dos estudos.

"Aqui [no Brasil], a lição de casa é cobrada, mas existe tolerância com quem deixa de fazer o dever. Lá fora [estudando em outro país], não. Eles são mais rigorosos e a lição de casa faz parte da nota do boletim. Aqui os alunos são acostumados a estudar apenas para a prova. Lá, eles voltam com o hábito de estudar sempre".

Medos

Sobram dúvidas entre os estudantes. Gabriele, por exemplo, tem receio de ficar em uma casa de família no intercâmbio e não se adaptar."Tenho medo de ter que ficar com quem não gosto e também não quero morar em uma cidade pequena. Moro em Atibaia, onde não há quase nada para fazer. Quero uma cidade grande, agitada".

Claudia Malandrino, coordenadora educacional da agência de intercâmbios CI, ressalta os benefícios de ter uma "família postiça". Além de conhecer pessoas novas e treinar de forma mais intensa o idioma, o estudante costuma se sentir acolhido, o que traz mais segurança tanto para o jovem quanto para a família no Brasil.

"Geralmente os estudantes têm medo de não gostar da família [postiça]. Mais há um tempo de adaptação e, em alguns casos, é possível trocar de casa, caso o jovem não se adapte".

Antes de tudo, diz Cláudia, o estudante precisa saber que não está indo para uma viagem de férias e, sim, de estudos. Ele terá deveres e responsabilidades não só com a "família postiça", mas também com seu desempenho escolar.

Experiência dos pais

 

Para os pais dos estudantes intercambistas, o tempo longe dos filhos também é uma experiência nova. Muitas vezes, é a primeira vez que o estudante deixa a sua casa e fica fora por tanto tempo. Cristiane Sampaio, 40 anos, mãe de Gabriele, já pensa nisso."Vai ser uma experiência boa para as duas, porque como somos só eu e ela, vou ficar sozinha também aqui. Teremos que aprender as duas durante esse período".

Fonte:R7