Brasil

08/09/2010 às 12h27

Desemprego volta a subir após três anos de queda e vai a 8,3%

Redação Portal A8

A taxa de desemprego no Brasil voltou a crescer em 2009, após três anos seguidos de queda, segundo dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados nesta quarta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No ano passado, 8,4 milhões de pessoas não tinham emprego, o equivalente a 8,3% da população economicamente ativa, contra 7,1% de 2008. A última vez que houve aumento foi em 2005 (veja gráfico abaixo).

Apesar do aumento da taxa em 2009, se compararmos o total de pessoas sem trabalho em relação a anos anteriores, não há um crescimento expressivo. Em 2004, por exemplo, o contingente de desocupados já era formado por 8,2 milhões de pessoas.

Embora não tenha ocorrido uma redução no número de empregos em 2009, o mercado não conseguiu absorver todas as pessoas que ingressaram na força de trabalho. Por isso aumentou a taxa de desocupação.

Depois de uma expansão econômica de 5,1% em 2008, a economia brasileira encolheu 0,2% em 2009, refletindo a crise financeira mundial, que começou nos Estados Unidos.

Isso, obviamente, foi sentido no mercado de trabalho. Entretanto, o impacto no Brasil foi menor do que em outras economias do mundo, que sofreram fortes retrações com aumentos significativos nas taxas de desempregos.

O PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por uma nação) dos EUA, por exemplo, caiu 2,4% em 2009. A taxa de desocupação americana subiu de 5,8% para 9,3% entre 2008 e 2009. A Espanha, cuja economia encolheu 3,6% no ano passado, viu o desemprego saltar de 11,3% para 18%.

Por regiões do país, a menor taxa de desocupação em 2009 foi observada no Sul, de 6%. Já as maiores ficaram com Nordeste e Sudeste, ambas de 8,9%. Em 2009, os dados foram coletados na semana de 20 a 26 de setembro de 2009. Em 2008, de 21 a 27 de setembro.

Força de trabalho

Em 2009, do total de 162,8 milhões de pessoas com 10 anos ou mais de idade no Brasil, 101,1 milhões (62,1%) faziam parte da PEA (População Economicamente Ativa, que já trabalha). Destes, 92,7 milhões tinham alguma ocupação no país - por conta própria, pequeno empreendedor, empregadores, trabalhadores formais e informais.

Ou seja, 56,9% da população tinham uma ocupação. Esse é o menor índice em quatro anos e reflete também a estabilidade do número de vagas contra aumento da força de trabalho de 2009.

Entre os que tinham trabalho, mais da metade (58,6%) era de empregados com algum tipo de vínculo, 20,5% trabalhavam por conta própria, 7,8% eram trabalhadores domésticos e 4,3% empregadores - sendo 8,8% deles não remunerados.

O total de vagas com carteira assinada cresceu 1,5% em relação a 2008. Em relação a 2004, o número de empregos formais aumentou 26,6%.

Fonte:R7