Brasil

17/04/2010 às 17h43

Serra tem 38% das intenções de voto e Dilma soma 28%

Redação Portal A8

 

O pré-candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) lidera com mais de 10 pontos percentuais a corrida eleitoral de acordo com a última pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada neste sábado pelo jornal Folha de S.Paulo. Enquanto o tucano aparece com 38% das intenções de voto, a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, surge com 28%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Bem atrás, aparece Marina Silva (PV) em terceiro lugar, com 10% das intenções de voto, seguido por Ciro Gomes (PSB), que surge com 9%. Essa é a primeira vez que Marina ultrapassa Ciro numericamente. Em razão da margem de erro, no entanto, os dois continuam empatados.

O resultado mostra um avanço de três pontos percentuais de Serra em relação à Dilma na comparação com a última pesquisa do mesmo instituto, divulgada em março. Na época, Serra tinha 36%, contra 27% de Dilma. Já Ciro e Marina tinham 8% e 11%, respectivamente. Já na pesquisa de fevereiro, a diferença era bem menor: Serra aparecia com 32% e Dilma com 28%.

Do total de entrevistados, 7% disseram que votariam nulo, branco ou em nenhuma das opções e 8% afirmaram que estão indecisos.
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A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 8.383/2010, foi realizada entre os dias 15 e 16 de abril, quando foram ouvidos 2.600 eleitores de 144 cidades do Brasil.

Polêmica

O resultado da pesquisa Datafolha colide com outra divulgada na última terça-feira (13). De acordo com o Instituto Sensus, Serra e Dilma estavam tecnicamente empatados. Enquanto o tucano aparecia com 32,7% das intenções de voto, Dilma surgia com 32,4%.

Já os percentuais de Ciro e Marina eram muito parecidos com o que havia sido verificado no levantamento do Datafolha: Ele aparecia com 10,1% e Marina Silva com 8,1%.

No dia seguinte à divulgação da pesquisa, o PSDB entrou com uma representação contra o Sensus, alegando que o instituto desrespeitou o prazo mínimo de cinco dias entre o registro do levantamento no TSE e a divulgação dela, previsto pela lei eleitoral.

O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, defendeu sua pesquisa afirmando que "o questionamento à pesquisa tem origem política, não técnica":

- Não sei por que cismaram com a gente.

Fonte: R7