Brasil

12/01/2010 às 19h08

Brasileiros perdem 300 mil empregos em dezembro

Redação Portal A8

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse nesta terça-feira (12) que o saldo entre contratações e demissões registradas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) no país, em dezembro, deve ficar negativo em mais de 300 mil empregos. Com o resultado, o ano de 2009 deve fechar com saldo positivo de 1 milhão de empregos formais, um pouco menos que a previsão anterior do ministro, de 1,1 milhão a 1,15 milhão.

- Devemos gerar em 2009 em torno de 1 milhão de empregos, um pouquinho mais, um pouquinho menos. Como tivemos muita contratação temporária em outubro e novembro, então há uma grande perda em dezembro, que será de mais de 300 mil, pelos números preliminares que eu tenho do mês de dezembro.

Lupi voltou a dizer que o país deve encerrar o ano de 2010 com a geração de 2 milhões de postos de trabalho.

- Vamos viver o melhor ano do governo Lula em geração de empregos, um recorde na história do país.

Programa habitacional

O ministro também descartou, durante encontro com a diretoria do Creci-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo), atender às reivindicações apresentadas pelo entidade. O Creci-SP pediu a inclusão de imóveis usados no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

- O financiamento de imóveis usados com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) já existe, não no Minha Casa, Minha Vida, que é um programa especial, já amarrado, fechado e que está sendo executado. Não há como alterar.

Mesmo diante da negativa do ministro, o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana, reivindicou que o governo viabilize para os imóveis usados algumas condições que o programa Minha Casa, Minha Vida proporciona aos trabalhadores para a compra de imóveis novos, tais como redução nas taxas de cartório, juros menores para o financiamento e isenção de seguro.

Ele citou dados do Ministério das Cidades mostrando que existem 4,5 milhões de imóveis vagos no país. O objetivo, segundo ele, é atender a população com renda entre até 3 salários mínimos, faixa que tem dificuldades para encontrar imóveis novos que se encaixem nos critérios do programa.

- Se não conseguimos resolver o problema habitacional com imóveis novos, não podemos ficar presos a eles e deixar as pessoas sem imóveis, principalmente se há recursos para financiamento e imóveis usados com preços que se encaixam no programa.

Fonte: R7