Brasil

06/01/2010 às 19h55

Oposição vai à Justiça contra o PT para tentar barrar Dilma

Redação Portal A8

O crescimento da popularidade da petista e ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) nas pesquisas pré-eleitorais para a campanha presidencial deste ano motivou o PSDB e o DEM a protocolarem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) duas representações, no dia 31 de dezembro de 2009, para tentar barrar o programa do PT na televisão - previsto para ir ao ar em maio.

Eles justificam as representações afirmando que a propaganda petista que foi ao ar no dia 10 de dezembro fez campanha antecipada para a ministra. Também pedem multa de até R$ 25 mil e que o julgamento aconteça ainda no primeiro semestre deste ano.

A decisão é uma mudança de posição dos tucanos, que, dois dias depois do programa petista, descartaram a intenção de recorrer à Justiça contra a propaganda. Mesmo assim, lideranças do PSDB e do DEM se reuniram para definir novas estratégias para a campanha presidencial.

Até então, os levantamentos mostravam o virtual candidato do PSDB à Presidência - governador de São Paulo, José Serra - liderando as pesquisas muito à frente de qualquer um dos outros concorrentes. Mas o ninho tucano tomou um susto depois de levantamentos recentes apontarem o crescimento das intenções de voto para Dilma.

As representações são contra um programa e uma inserção protagonizados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em que ele ressalta a "competência" de Dilma no governo.

Boa parte do programa que foi ao ar em dezembro se dedicou a criticar o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A função coube aos apresentadores e locutores da inserção:

- Antes do PT, eles governavam para poucos. Cuidavam da economia para melhorar a própria economia e não a vida das pessoas, e separavam o que consideravam coisa de pobre de coisa de rico.

Carne na mesa, universidade e luz foram os exemplos citados como coisas que eram para ricos e que agora também são para pobres, enquanto "para eles apenas os ricos pareciam ter o direito de ser feliz". O programa também ironizou as relações que eram mantidas pelo governo FHC com outros países.

 

Fonte: R7