Brasil

05/10/2009 às 12h46

Brasil vai emprestar dinheiro ao FMI

Redação Portal A8

O Brasil se comprometeu formalmente nesta segunda-feira (5) a comprar títulos do FMI (Fundo Monetário Internacional) no valor de R$ 17 bilhões (US$ 10 bilhões), tornando-se credor da instituição pela primeira vez na história, anunciou o ministro da Fazenda Guido Mantega, que participa em Istambul, na Turquia, da reunião anual do Fundo.

- É um momento histórico para nós. É a primeira vez na história que o Brasil empresta recursos ao FMI - e, portanto, à comunidade internacional.

Mantega afirmou que o país "está colocando parte de suas reservas internacionais do Brasil" nesta operação, atendendo a um pedido de do diretor presidente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn, feito aos membros do FMI para que não acumulem reservas e usem parte delas para dar à instituição os recursos necessários para contribuir com a recuperação da economia mundial.

- Passamos da condição de devedores à de credores. É uma mudança radical.

Em junho, Mantega havia anunciado a intenção brasileira de emprestar dinheiro ao FMI por meio da aquisição de bônus da instituição. Hoje, o ministro entregou a Strauss-Kahn uma carta que oficializa um acordo o empréstimo.

Com o empréstimo, que será feito por meio da aquisição de bônus do FMI, o Brasil espera elevar sua influência dentro do Fundo e reforçar a imagem de solidez da economia brasileira. Segundo o Ministério da Fazenda, o valor do empréstimo equivale à cota brasileira no FMI, tomando como referência a participação aprovada na reforma do Fundo concluída em abril de 2008.

O anúncio do empréstimo foi feito em junho deste ano. Na época, Mantega afirmou que o dinheiro poderia ser usado em empréstimos para países emergentes que estão passando por dificuldades por causa da crise econômica mundial.

A decisão do Brasil de ampliar a contribuição ao FMI foi tomada durante uma reunião do G20, grupo que reúne os países mais ricos do mundo e as principais nações emergentes, realizado em abril. Durante o encontro, as quatro economias do chamado Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) se comprometeram em emprestar US$ 80 bilhões ao FMI. A maior contribuição, de US$ 50 bilhões, é da China.

Com informações do R7