Brasil

13/03/2009 às 09h43

Apenas 6 senadores pedem que servidores devolvam hora extra

Redação Portal A8

Apenas 6 dos 81 senadores pediram formalmente o cancelamento da hora extra recebida pelos funcionários de gabinete durante o mês de janeiro, quando o Senado estava em recesso. O comando do Senado deixou que cada senador decida se devolverá ou não o dinheiro.

Já protocolaram a decisão de devolver o dinheiro os senadores José Sarney (PMDB-AP), Aloizio Mercadante (PT-SP), Álvaro Dias (PSDB-PR), Katia Abreu (DEM-TO), Marina Silva (PT-AC) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Outros cinco senadores disseram no plenário que iriam pedir a devolução, mas não formalizaram essa decisão.

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), voltou a cobrar isso ontem dos colegas, mas disse que a Mesa não irá determinar a devolução coletiva e reduziu o caso a um "problema administrativo" que os senadores desconheciam.

"O que há de errado nisso é que, durante o tempo em que tivemos o recesso, foram dadas horas extras. Não foi dado aos senadores, mas à burocracia da Casa. Tomamos conhecimento através das publicações feitas e imediatamente estamos corrigindo. Esse é um fato que não tem essa gravidade que estão tentando dar", afirmou Sarney.

O Senado gastou R$ 6,2 milhões com o pagamento de hora extra pelo mês de janeiro. O valor pode ter sido maior. O Siafi, que registra os gastos públicos, indica pagamento de R$ 8 milhões.

O Ministério Público Federal do Distrito Federal abriu uma investigação sobre o caso. Após pedir as informações para o Senado, os procuradores, se entenderem que o pagamento foi irregular, podem pedir desde a devolução do dinheiro até responsabilizar criminalmente os responsáveis pela medida.

Senadores cobraram ontem uma decisão da Mesa: "A Mesa deve reconhecer a ilegalidade desse pagamento e determinar a forma de devolução", disse Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que afirmou que pedirá a devolução. "Seria bom para o Senado uma decisão global", disse Mercadante (PT-SP).

Fonte: Folha OnLine