Sergipe

04/01/2017 às 14h45

Novo Boletim Epidemiológico revela aumento de casos de Dengue e Chikungunya em Sergipe

Saude/SE

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Núcleo Estratégico e da Sala Estadual de Situação, divulga atualizações sobre o número de casos das doenças causadas pelo Aedes aegypti, em Sergipe. De acordo com o Informe Epidemiológico Nº 57, houve aumento de notificações para os casos de Chikungunya e Dengue.

O boletim mostra que, somente durante a última semana epidemiológica, foram notificados 164 casos prováveis de Chikungunya a mais que a semana anterior. A estatística revelou a ampliação de 8.030 notificações para 8.194. Entre os municípios que registraram esse aumento, levando em consideração a taxa de incidência por habitante (casos/ 100.000 hab.), estão: São Cristóvão e Santa Luzia do Itanhy.

“Também subiu o número de casos confirmados dessa doença, passando de 5.953 para 6.049”, revelou a coordenadora do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá.

Os casos confirmados de Dengue também apontam um número superior em relação ao informe divulgado da semana passada. “Passamos de 1.783 para 1.840 nesta semana”, comparou a Sidney Sá. Os casos notificados abrangem 71 municípios sergipanos, sendo que entre os que apresentaram aumento de incidência (casos/ 100.000 hab.) estão Tobias Barreto e Telha.

Não foram registrados novos casos de Zika Vírus e Microcefalia, mas é preciso manter o alerta. O monitoramento é realizado de forma permanente para nortear as ações de controle do vetor. “Os informe são divulgados semanalmente e atuam como uma importante ferramenta de gestão para auxiliar na condução de estratégias de combate ao Aedes aegypti no Estado”, destacou a coordenadora do Núcleo de Endemias da SES.

Alerta

Com a chegada do verão, os riscos de proliferação do mosquito aumentam. Isso se deve ao fato de que a reprodução do vetor é mais intensa nesse período, em decorrência da chuva irregular e o aumento da temperatura.

“Os cuidados devem ser permanentes, pois os ovos do mosquito podem durar até 450 dias, mesmo em local seco, porém com umidade. Se nesse período a área receber água novamente, o ciclo do Aedes é retomado e ele se torna adulto rapidamente”, explicou Sidney Sá.

Para evitar esse risco é necessário adotar alguns cuidados como: manter a caixa d’água fechada adequadamente, não deixar recipientes que possam acumular água expostos (garrafas, pratos de plantas e outros), lavar regularmente recipientes como tonéis e outros depósitos de água.


Fonte: Saude/SE