Sergipe

22/12/2016 às 07h52

Desdobramentos: Segunda etapa da operação Canto da Sereia prende três suspeitos em Sergipe

Com informações da Ascom da PF

Três pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira (21) em uma localizada entre as cidades de Umbaúba e Itabaianinha. As prisões estão relacionadas a desdobramentos da operação Canto da Sereia, deflagrada no último dia 9 de dezembro. A operação comandada pela Polícia Federal (PF) e Polícia Rodoviária Federal (PRF) atua no combate a quadrilha especializada em roubo de cargas. As pessoas presas na manhã de hoje foram encaminhadas à sede do Departamento de Polícia Federal na capital sergipana.

De acordo com informações divulgadas pela PF apesar de não estarem munidos de arma de fogo no momento da abordagem policial os mesmos ainda relutaram em se entregar.

Uma motocicleta que pertencia a um dos presos foi apreendida. Ela servia para dar suporte aos indivíduos que se encontravam na fazenda no sentido de comprar alimentos e água.

Deflagrada em seis estados (Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, São Paulo e Sergipe) a primeira fase da operação Canto da Sereia teve 28 pessoas presas e uma morta em confronto com a polícia. Em Sergipe foram cumpridos mandados judiciais nas de cidades de Aracaju, Cristinápolis, Itabaianinha, Umbaúba, Boquim, Nossa Senhora do Socorro, Estância e Tobias Barreto.

O trabalho em conjunto entre a Polícia Federal e a Polícia Federal vai continuar visto que ainda existem outros mandados de prisão a serem cumpridos. Os mandados foram expedidos pelo juízo da comarca de Cristinápolis.

Canto da Sereia

O nome da operação faz alusão a sereia, ser mitológico que através do som vibrante do seu canto conseguia atingir o psichê dos homens atraindo-os, para depois lançá-los à morte. O bando investigado na operação Canto da Sereia, tal como esse ser da mitilogia, agia aliciando motoristas para que entregassem cargas de interesse da quadrilha. Em muitas vezes, a negociação era proposta pelo próprio motorista da carga, que oferecia a mercadoria aos aliciadores.

Após a negociação o motorista registrava ocorrência policial como roubo em outro estado, para dissimular e dicultar a investigação policial. A quadrilha movimentava estrutura de logística para transbordar, transportar, esconder e negociar a carga roubada junto à uma rede de receptadores, que compravam as mercadorias provenientes dos crimes para revender em seus estabelecimentos comerciais.


Fonte: Com informações da Ascom da PF