Sergipe

14/12/2016 às 08h21

Bebês com sífilis congênita recebem acompanhamento na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes

ASN

Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), os bebês nascidos com sífilis congênita recebem tratamento no ambulatório de retorno do recém-nascido de alto risco (Follow Up), setor ligado à unidade, respeitando as diretrizes assistenciais determinadas pelo Ministério da Saúde. No local, as crianças são acompanhadas por uma equipe multiprofissional composta por enfermeiros, pediatras, auxiliares de enfermagem, assistentes sociais e oftalmologistas.

De acordo com a médica especialista em Pediatria, Helga Santos, no momento, 128 bebês estão sendo assistidos no Follow Up para o tratamento da doença. “A detecção precoce dos casos de sífilis congênita garante o tratamento adequado para o bebê. Além disso, a adoção das medidas de controle, visando à eliminação da patologia, interrompe a cadeia de transmissão da sífilis adquirida”, alerta.

Segundo ela, o monitoramento e tratamento dos casos no ambulatório de Follow Up estão em operacionalização desde o ano de 2012. “Todo o recém-nascido que a mãe tenha sorologia positiva para sífilis deverá ter VDRL [sigla de Venereal Disease Research Laboratory - um teste para identificação de pacientes com sífilis] de sangue periférico. Nos primeiros dias de vida do bebê, o tratamento já é iniciado”, ressaltou a pediatra.

A médica explica que, até os seis primeiros meses de vida, esse acompanhamento acontece de forma mensal. Já a partir do sétimo mês, a criança passa a frequentar o ambulatório somente a cada dois meses. “Os bebês são acompanhados até os dois anos de vida ou até estarem curados da patologia, em casos que o recém-nascido não apresente neurosífilis (infecção do sistema nervoso) ou disfunção óssea”, complementa Helga.

D.T.A.S., de 24 anos, é uma das mães que tem o bebê tratado pelos profissionais do Follow Up. Ela confessa que não realizou corretamente o pré-natal e, por isso, somente descobriu que era portadora de sífilis durante o período de internação na MNSL.

Logo após a alta médica, a criança recebeu direcionamento para o tratamento no ambulatório. “Na própria maternidade recebi o encaminhamento com dia e hora marcada para a consulta e o início do tratamento. Isso me deixou mais segura, pois tive a certeza de que meu filho iria receber a assistência médica necessária”, conta.

Para o tratamento da sífilis congênita, o ambulatório de Follow Up garante, além das consultas com especialistas na área de Pediatria, procedimentos nas áreas de Oftalmologia Pediátrica e Fisioterapia (para os pacientes que apresentam disfunção óssea).


Fonte: ASN