Sergipe

06/12/2016 às 08h49

Servidores e estudantes da UFS fazem mobilização contra a PEC 55

Com informações da Agência Senado

Técnicos, servidores, estudantes e professores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) estão em mobilização desde às 6h da manhã desta terça-feira (6) contra a PEC 55 que tramita no senado e tem como proposta congelar os investimentos nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social por duas décadas. O ato está sendo coordenado pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação da UFS (Sintufs) e reúne cerca de 100 pessoas até o final da manhã de hoje.

"A ideia é que permaneçamos mobilizados até meio-dia. Mas a nossa luta deve continuar é a data de votação da PEC 55 em segundo turno, que acontece na próxima terça-feira, dia 13 de dezembro. Na programação de hoje estamos realizando aulas públicas apresentando os impactos da PEC 55 na UFS. Ministrarão essas aulas um representante dos técnicos da universidade, um representante dos alunos e outro dos professores da UFS", explicou o presidente do Sintufs, Lucas Gama.

Sobre a votação da PEC 55

O Senado aprovou no dia 29 de novembro em primeiro turno o texto-base da proposta de emenda à Constituição (PEC 55/2016) que estabelece um teto para os gastos públicos nos próximos 20 anos. Foram 61 votos favoráveis e 14 contrários. Os senadores se revezaram com discursos favoráveis e contrários à proposta durante sete horas no Plenário. Após a análise de destaques apresentados pela oposição para fazer mudanças no texto — todos eles rejeitados — a sessão foi encerrada à 0h35 da quarta-feira (30/11). A votação em segundo turno da PEC do Teto de Gastos está programada para 13 de dezembro.

De acordo com o texto aprovado, a partir de 2018 e pelos próximos 20 anos, os gastos federais só poderão aumentar de acordo com a inflação acumulada conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

O novo regime fiscal valerá para os orçamentos Fiscal e da Seguridade Social e para todos os órgãos e poderes da República. Dentro de um mesmo poder, haverá limites por órgão. Existirão, por exemplo, limites individualizados para tribunais, Conselho Nacional de Justiça, Senado, Câmara, Tribunal de Contas da União (TCU), Ministério Público da União, Conselho Nacional do Ministério Público e Defensoria Pública da União.

O órgão que desrespeitar seu teto ficará impedido de, no ano seguinte, dar aumento salarial, contratar pessoal, criar novas despesas ou conceder incentivos fiscais, no caso do Executivo.

A partir do décimo ano, o presidente da República poderá rever o critério uma vez a cada mandato presidencial, enviando um projeto de lei complementar ao Congresso Nacional.


Fonte: Com informações da Agência Senado