Sergipe

14/09/2016 às 13h08

Tempo instável deve continuar nos próximos dias

Semarh

O tempo deve continuar instável, com chuvas leves e moderadas, em quase todas as regiões do Estado nos próximos dias. A informação foi confirmada pela Sala de Situação do Centro de Meteorologia de Sergipe, vinculado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh).

De acordo com o coordenador do Centro de Meteorologia, Overland Amaral, o mês de setembro está apresentando instabilidades pluviométricas por vários aspectos, entre eles, a finalização do fenômeno El Niño; o crescimento das temperaturas de superfície do Atlântico Sul, na faixa Leste do Nordeste, desde o Sul da Bahia até o Rio Grande do Norte; e a circulação atmosférica, que está com o fluxo maior e mais convergente do Sudeste.

“São chuvas finas e moderadas, com mais intensidades na região do Litoral, declinando, com menor intensidade, para o Agreste e Sertão. Possivelmente, as chuvas devem continuar por todo o mês de setembro, porque a tendência dessa circulação é manter-se pelos próximos meses, já que as temperaturas da superfície do mar irão se elevar. A partir do final da segunda quinzena de setembro, as temperaturas devem começar a aumentar, devido à transição de estação do inverno para primavera”, explica Overland.

Próximos meses

Outro fator preponderante é o início do fenômeno La Niña, ocasionando mais chuvas para a região nordestina. “De agosto por diante, nós já percebemos a atuação do La Niña, que é o oposto do El Niño. Em outubro, as chuvas estarão em sua normalidade para o período, mas em novembro haverá chuvas acima de 50 e 100 milímetros (mm). Isso é um retrato fiel do efeito do La Niña. Em dezembro, as chuvas ficam acima de 100 mm, se estendendo até meados de março”, diz Overland, salientando que serão chuvas alternadas, ao longo dos meses. “Entretanto, são chuvas de intensidades significativas acima de sua média mensal climatológica”, prevê o meteorologista.

El Niño e La Niña

O El Niño é um fenômeno de interação do oceano com a atmosfera caracterizado por um aquecimento acima do normal das águas do oceano Pacífico Equatorial. No Brasil, o El Niño tem dois efeitos marcantes: o aumento da chuva sobre a Região Sul e a diminuição da chuva sobre a Região Nordeste. Algumas áreas do Norte, do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil também sentem o efeito de redução ou aumento da chuva. Ao contrário do El Niño, a La Niña é o resfriamento irregular dessas águas, que contribui com o deslocamento de massas de ar mais frias pela América do Sul e a modificação do clima em outras partes do mundo. Segundo Overland, ela estará presente no fim de 2016, fazendo com que este ano tenha dois fenômenos opostos (um no início e outro no fim). 


Fonte: Semarh