Sergipe

10/09/2016 às 09h08

Bancários continuarão em greve na próxima semana

Ascom/SEEB-SE

Em Sergipe e em todo o país, a greve nacional dos bancários continuará na próxima semana. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) de reajuste de 7% no salário. O percentual foi considerado ‘muito rebaixado’, porque sequer cobre a inflação do período, isso porque o INPC de agosto fechou em 9,62%, o que representaria uma perda de 2,39% nos salários. A Fenaban agendou uma nova rodada de negociação com os bancários para a próxima terça-feira (13), em São Paulo.

De acordo com a presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe (SEEB/SE), Ivânia Pereira, assim como no resto do país, a paralisação em Sergipe cresceu desde a deflagração do movimento, dia 6. “A Fenaban pagou pra ver: no quarto dia de greve, a categoria reagiu à proposta mesquinha dos banqueiros. Em todo o estado, nesta sexta, a greve envolveu 174 agências e postos de atendimento bancário”, afirma a presidenta.

Nesta segunda, pela manhã, estarão reforçando a mobilização nas portas dos bancos e convocado a categoria para a passeata “Só a luta te garante”, nome do slogan da Campanha Salarial dos Bancários 2016/2017. A concentração da passeata será às 16h, na Praça General Valadão.

Em Sergipe 

No Banco do Estado de Sergipe (Banese), das 20 agências instaladas na capital sergipana, 80% estão sem funcionar. Já no interior, estão paralisadas 82% das 44 agências. Ainda do banco estadual, 50% dos Pontos Banese estão fechados. No Banco do Nordeste do Brasil (BNB), a greve envolve 100% das três agências da capital e no interior, 85% (15 unidades). No Banco do Brasil (BB), na capital, a greve continua em 100% das agências (14 unidades) e 55%, no interior (37). Na Caixa Econômica Federal, o movimento grevista envolve todas as agências da capital (19) e todas localizadas no interior (23).  No Bradesco e HSBS, a greve envolve 50% do total das agências na capital (oito) e interior (14). No Santander, a greve envolve 100% das agências (cinco). Já no Itaú, o movimento está em 92% do total das agências, na capital (oito) e no interior (quatro).

No Brasil 

Nacionalmente, segundo informações do Comando Nacional dos Bancários, neste quarto dia de greve, 10.027 agências e 54 centros administrativos tiveram as atividades paralisadas. Este número representa 42,59% das agências bancárias do país e um crescimento de 14% da mobilização, na comparação com o primeiro dia de paralisações.

Entre as reivindicações dos bancários estão: reposição da inflação do período (9,62%) mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$3.940,24), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora, assim como a defesa do emprego, também são prioridades para a categoria bancária.


Fonte: Ascom/SEEB-SE