Sergipe

20/07/2016 às 15h13

Boletim aponta casos de doenças causadas pelo Aedes em Sergipe

Ascom/SES

Técnicos e gestores da Secretaria de Estado da Saúde (SES) reuniram-se nessa terça-feira (19), para avaliar o panorama das doenças transmitidas pleo Aedes em Sergipe. Na ocasião, foi apresentado o diagnóstico sobre o Zika Vírus, Dengue, Febre Chikungunya e a Microcefalia.

De acordo com o Informe Epidemiológico nº 33/2016, divulgado pelo Núcleo Estratégico da SES (NEST), foram notificados até o dia 18 de julho, 1.817 casos suspeitos do Zika, 4.927 casos prováveis de Chikungunya e 3.774 de dengue. O boletim ainda apontou o registro de 249 casos de microcefalia.

Os casos prováveis de Febre Chikungunya foram notificados em 64 municípios, sendo Umbaúba, São Miguel do Aleixo, São Cristóvão e Carmópolis os que apresentaram maior incidência. Do total de casos notificados, 3.076 foram confirmados.

Entre os casos de Dengue, 1.280 foram confirmados em 66 municípios. Itabaianinha, Pedra Mole, Nossa Senhora de Lourdes e Tobias Barreto foram os que apresentaram maior incidência.

Das amostras coletadas em 70 municípios para os casos de Zika Vírus, 27 foram confirmadas.

A respeito dos casos notificados de microcefalia, 117 foram confirmados, 57 foram descartados e 10 foram a óbito. Em relação ao balanço anterior, houve o registro de três novos casos nos municípios de Aracaju, Estância e Aquidabã. O boletim ainda aponta que, entre as regiões de saúde, Aracaju é a que apresenta o maior número (89), seguida por Nossa Senhora do Socorro (40), Estância (35) e Itabaiana (27). 

“Os dados são computados desde a implantação da notificação compulsória dos casos de Microcefalia, iniciada quando o país declarou ‘Emergência em Saúde Pública de Interesse Nacional’. A partir de então, todas as unidades de saúde são obrigadas, legalmente, a notificar a Secretaria dentro do prazo de 24 horas após a identificação de qualquer caso suspeito”, destaca a coordenadora do Nest, Eliane Nascimento.

Sobre a necessidade e importância das notificações, a secretária de Estado da Saúde, Conceição Mendonça, contou que se reunirá com o Ministério Público Estadual para pedir apoio. “É preciso que façamos uma ação de mobilização junto aos municípios. As suspeitas precisam ser adequadamente notificadas no sistema para que possamos acompanhar e compreender a situação, traçando estratégias eficazes para o combate ao vetor”, destacou.

Ações de enfrentamento e monitoramento

O Governo do Estado mantém uma agenda intensa de reforço ao combate ao vetor transmissor das arboviroses através da atuação da Brigada Itinerante, um grupo composto por agentes de endemias que reforça as ações de combate nos municípios que apresentam alto índice de infestação. 

Até o mês de junho, 53 municípios foram visitados pelos brigadistas, o que representa um percentual de70% de cobertura em todo o território. No primeiro semestre, 118.874 imóveis foram trabalhados, 21.049 criadouros foram tratados e outros 100.156 foram eliminados pelos profissionais.

Além disso, o Governo de Sergipe vem contribuindo para a melhor compreensão da relação entre o Zika Vírus e a Microcefalia através de pesquisas. No primeiro semestre deste ano, o Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), em parceria com o Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade de São Paulo (USP), realizou um estudo com 123 mães e bebês de Sergipe.  A coleta do material foi feita no período compreendido entre os dias 31 de março e 10 d maio e teve como público alvo as mães e bebês que foram inseridos e notificados no critério da microcefalia nos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras, Itabaiana, Cumbe, São Cristóvão, Pacatuba, Nossa Senhora da Glória, Santa Luzia do Itanhy, Santo Amaro, Simão Dias, Aquidabã, Cristinápolis, Riachão do Dantas, Capela e Itaporanga D’Ajuda.

Do total de amostras, 52 foram reagentes para Zika IgG, sete apresentaram resultados indeterminados e três foram reagentes para Zika IgM.


Fonte: Ascom/SES