Sergipe

13/07/2016 às 14h02

Secretaria da Saúde continua monitorando o surgimento de novos casos de Microcefalia

ASscom/SES

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) já registra 246 casos notificados de Microcefalia em Sergipe, como mostra o Informe Epidemiológico semanal publicado através do Núcleo Estratégico (Nest/SES). Da semana passada até agora foram quatro novos casos, distribuídos nos municípios de São Cristóvão, Estância e Poço Redondo. Do total de notificações feitas, 114 já foram confirmadas, 77 estão em processo de investigação e 55 foram descartadas, além de 10 óbitos.

“Essas informações são retiradas do sistema de Registro de Eventos em Saúde Pública (RESP/CIEVS/DVS) e norteiam o trabalho desenvolvido pelo Estado. Desde novembro do ano passado, quando o país declarou ‘Emergência em Saúde Pública de Interesse Nacional’, todas as unidades hospitalares são obrigadas a notificar qualquer caso suspeito, dentro do prazo de 24 horas”, explica a diretora de Vigilância em Saúde da SES, Giselda Silva.

Os casos estão distribuídos em 55 municípios, sendo que a Região de Saúde de Aracaju aparece com maior número (88), seguida por Nossa Senhora do Socorro (40), Estância (34) e Itabaiana (27).

“Houve alteração no quantitativo de casos em alguns municípios devido à mudança de endereço. Por isso a importância de fazermos esse acompanhamento”, complementa a coordenadora da Sala de Situação do Núcleo Estratégico da Secretaria, Tereza Cristina.

O fluxo de assistência, instituído pelo Protocolo Estadual, continua atendendo mães e bebês de todos os municípios sergipanos. No Ambulatório de Follow da Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL) são recebidos os bebês nascidos naquela unidade. Para os nascidos na Região de Aracaju, o atendimento segue sendo feito no Centro de Especialidades Médicas da Criança e do Adolescente (Cemca). As crianças das demais regiões são direcionadas para o Hospital Universitário (HU).

RELAÇÃO COM O ZIKA

Em Sergipe, um estudo realizado em 123 mães e bebês confirmou a associação da Microcefalia com o Zika Vírus, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A pesquisa, iniciada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), em parceria com o Instituto de Ciências Biológicas (ICB), da Universidade de São Paulo (USP), é resultante da análise das amostras coletadas de sangue e saliva para pesquisa de anticorpos contra o Zika Vírus e outros patógenos que podem provocar a Microcefalia em fetos.

A coleta do material, feita no período de 31 de março a 10 de maio, teve como público alvo as mães e os bebês que foram inseridos e notificados no critério de Microcefalia nos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Laranjeiras, Itabaiana, Cumbe, São Cristóvão, Pacatuba, Nossa Senhora da Glória, Santa Luzia do Itanhy, Santo Amaro, Simão Dias, Aquidabã, Cristinápolis, Riachão do Dantas, Capela e Itaporanga D’Ajuda. Constatou-se que 52 amostras deram reagentes para Zika IgG, 7 apresentaram resultados indeterminados para Zika IgG e 3 deram reagentes para Zika IgM.

Diante deste cenário, a coordenadora do Núcleo de Endemias da SES, Sidney Sá, faz um lembrete importante.

 

“É essencial que a população continue cuidando de suas casas. As recomendações são as mesmas: não deixar água parada, cuidar dos reservatórios e possíveis criadouros do mosquito, limpar caixas d’água, lavanderias, pratos de planta e de geladeira. O estado continua com a ação da Brigada Itinerante, os municípios também atuam com os agentes de endemias, mas a conscientização de todos é fundamental”, pontua.

 


Fonte: ASscom/SES