Sergipe

30/05/2016 às 17h44

Estudo avalia as causas dos homicídios em Sergipe

Fapitec/Ascom

Com objetivo de avaliar o perfil sociogeodemográfico das vítimas de morte por causas violentas no estado de Sergipe, a pesquisadora da Universidade Tiradentes (Unit), Sônia Oliveira Lima, está desenvolvendo um estudo para mapear onde estas mortes estão ocorrendo em maior proporção.

A pesquisadora Sônia Oliveira explica que o projeto está sendo desenvolvido em parceria com Instituto Médico Legal (IML), Secretaria de Segurança Pública (SSP) e com o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse) . Nos primeiros levantamentos, foi constatado que Aracaju possui o maior número de homicídios, logo em seguida o município de Itabaiana. “O objetivo principal do estudo é tentar identificar áreas dentro do estado onde estas mortes violentas estão ocorrendo em maior proporção e identificar a causa dessa morte. Esse trabalho é um trabalho prospectivo, ou seja, ele te dá o que está acontecendo no momento, sendo que a última avaliação do banco de dados ocorreu entre 2012/2013”, pontuou a pesquisadora.

O estudo também apontou um alto índice de mortes de jovens vítimas de acidente por motocicleta. Segundo a pesquisadora, é um tipo de óbito que pode ser evitado com ações educativas no trânsito. “A meta é propor uma intervenção para que essas mortes que são evitáveis tenham uma redução. O estado não está diferente da média nacional, mas o nosso estado é pequeno onde a gente tem o apoio dos órgãos públicos e a gente tem condições de mostrar o que a gente conseguiu e com isso a gente pode auxiliar para que haja uma política pública envolvida”.

Estudo

A pesquisa está sendo desenvolvida com um grupo de estudantes que foram previamente treinados. Os estudantes participaram do plantão e cada morte violenta de causa externa foi avaliada. A coleta foi iniciada em abril de 2014 e segue até março de 2016.

O projeto vem sendo desenvolvido com o financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec/SE), fruto do Programa de Pesquisa para o SUS, em parceria com o Ministério da Saúde.


Fonte: Fapitec/Ascom