Sergipe

19/05/2016 às 11h08

Prefeitura da Barra dos Coqueiros mantem diálogo com professores

Assessoria da Barra dos Coqueiros; publi

Ascom/Prefeitura Barra
Na manhã dessa quarta-feira (18) estiveram reunidos na Câmara de Vereadores do Município, os vereadores Jorge Rabelo e Gilvan Pintinho, os secretários municipais, de Educação Manoel Viana, de Finanças Iraci e executiva Givalda Silva, o responsável técnico da CAT Humberto, que presta assessoria técnica para o município, representantes do magistério e do síntese, Professores Paulo e Barreto. 

O encontro teve por finalidade esclarecer para a categoria que os repasses do Governo Federal não foram atualizados impedindo assim a possibilidade de reajuste salarial da classe, garantido por lei, mas, que a prefeitura de Barra dos Coqueiros não pode se comprometer em pagar. 

Manoel Viana esclareceu, “o piso salarial dos professores está sendo pago desde o primeiro ano da gestão de Airton, infelizmente uma queda nos repasses do governo federal para o município hoje nos impede de cumprir a lei, Airton Martins é sensível à necessidade e reivindicação da categoria, mas diante dos números apresentados aqui não pode reajustar os salários dos professores. 

Professor Paulo, diretor executivo do SINTESE, manifestou interesse em marcar um encontro para análise das contas, dos relatórios e tabelas analíticas para observância mais aprofundada acerca dos estudos realizados pela assessoria técnica que evidenciam os impedimentos sobre a efetuação do reajuste. 

O encontro conforme solicitado pelos professores foi aceito e no dia 30, às 14 horas, professores, SINTESE, secretarias de educação, administração, finanças, RH e representantes do Fundeb para estudo dos relatórios e tabelas. 

Manoel Viana destacou, “em momento algum a gestão municipal impediu que a roda de diálogo fosse mantido, desde o início entendemos a pertinência das reivindicações e a importância do diálogo aberto entre as partes”. 

Os professores (efetivos) da Rede Municipal de Ensino de Barra dos Coqueiros protagonizam uma greve há 18 dias, segundo Paulo (SINTESE) a decisão sobre o posterior encontro no dia 30 seria levado para a categoria e em reunião com a classe decidiriam pelo fim ou não da greve.

Entendendo

Nos meses de março e abril do corrente ano, representantes do magistério do município e do SINTESE abriram a roda de conversa com membros da gestão pública municipal. Diante da crise que agrava o país, repasses importantes do FUNDEB tiveram queda consideráveis, sendo assim, o cumprimento da Lei nº 11.738, de 16/7/2008 neste ano ainda não foi possível.

O prefeito Airton Martins, sensível à necessidades da categoria entende que sim, o piso deve ser pago, porém sob a alegação de falta de recursos as secretarias de finança e educação e a assessoria técnica apresentam relatório desfavorável ao cumprimento da lei, uma vez que a prefeitura não dispõe de recursos para honrar com o compromisso.

No último encontro, em abril, o assessor jurídico do município sugeriu aguardar a normalização dos repasses, tão logo isso acontecesse o prefeito mantinha a palavra de reajustar os salários, na mesma semana a categoria deflagrou uma paralisação que já dura quase 30 dias. Na última sexta feira (13) a Juíza Maria Eloisa Castro Alves da Comarca de Barra dos Coqueiros decretou ilegal a greve dos professores com conciliação marcada para o dia 14 de julho.


Fonte: Assessoria da Barra dos Coqueiros; publi