Sergipe

13/05/2016 às 16h43

Rastreabilidade de Alimentos intensifica controle do uso de agrotóxicos

SES

Produtos hortifrutigranjeiros comercializados em Sergipe são monitorados pela Vigilância Sanitária Estadual. Aproximadamente 20 tipos de frutas, verduras, legumes e hortaliças são avaliados através do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA.

 Desenvolvido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e executado pela Secretaria de Estado da Saúde, através da Diretoria Estadual da Vigilância Sanitária (Divisa), o programa realiza coletas semanais de amostras dos alimentos em supermercados e minimercados sergipanos. O objetivo é garantir que os agrotóxicos utilizados na produção destes alimentos estejam de acordo com a lei e, dessa forma, que os alimentos estejam seguros para o consumo humano.

 O resultado das últimas análises ainda será divulgado pela ANVISA, mas a gerente de Alimentos da DIVISA, Rosana Barreto, adianta que entre os produtos que apresentaram índices insatisfatórios estão: o pepino e o pimentão. “O tomate e o morango, que antes eram vilões, já não são mais os produtos com maiores índices insatisfatórios”, complementa a gerente.

 Também foi constatado que a maior parte desses produtos vem de outros Estados. “Foi justamente em função disso que a Vigilância Sanitária passou a exigir que esses alimentos fossem rastreados, para que assim fosse possível identificar o local da produção, o produtor e as práticas agrícolas utilizadas por eles e, dessa forma, tomar as providências cabíveis”, explica a gerente de Alimentos da Divisa.

 Ainda segundo Rosana Barreto, quando identificados os índices insatisfatórios nos produtos coletados, seja para um agrotóxico não permitido para aquela cultura, seja por estar acima do limite máximo permitido, a rede de supermercados é autuada e responde a processo administrativo sanitário, o que pode gerar várias ações, a exemplo de multas, interdição e apreensão.

 O empresário Messias Peixoto, proprietário de um supermercado em Itabaiana, foi o precursor na adesão ao processo de rastreabilidade no município. “Estou muito satisfeito com o programa. Ele faz com que nós possamos garantir ao consumidor alimentos mais saudáveis. Isso gera mais segurança e tranquilidade para nós que vendemos, assim como para quem compra”, revela Peixoto. Assim como ele, outros dois empresários da cidade também já aderiram ao programa.

 As análises são realizadas em 4 Laboratórios Centrais de Saúde Pública que são credenciados pela ANVISA e, a partir desses resultados, são gerados relatórios, divulgados periodicamente pela própria Agência Nacional.

 Sergipe foi o terceiro Estado brasileiro a aderir ao PARA, isto ocorreu em 2012, e em 2014 já contava com a adesão da maioria dos supermercados. A fiscalização e controle dos índices de agrotóxicos já vinham sendo realizados, mas, com a implantação do programa de rastreabilidade, a Vigilância Sanitária intensifica esse monitoramento. O trabalho é desenvolvido em Sergipe, inclusive, com a parceria da Associação dos Supermercadistas do Estado – ASES.

Redes

 Algumas redes de supermercados possuem seus próprios programas de rastreabilidade, o que é permitido pela Vigilância Sanitária. A intenção é que seja garantido ao consumidor o direito de saber a procedências dos alimentos, e também manter o controle de qualidade.

 Os estabelecimentos que comercializam os produtos de origem vegetal, em Sergipe, integram redes de supermercados e correspondem a mais de 60% dos pontos de venda no Estado. Apenas uma dessas redes, por exemplo, possui 62 lojas em Sergipe. Três das empresas associadas a ASES possuem seu próprio programa de rastreamento.

 RAMA

 Desde 2013 a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) já vem desenvolvendo a Rastreabilidade e Monitoramento de Alimentos – RAMA. No final 2015 o programa chegou a marca de 31 redes supermercadistas participantes.

 Segundo dados divulgados pela ABRAS, em média, 15 milhões de toneladas de frutas verdura e legumes são rastreadas por mês, no país, através deste programa.


Fonte: SES