Sergipe

19/04/2016 às 08h10

Mais dois integrantes da "Quadrilha do Caranguejo" morrem em confronto com a polícia

Redação Portal A8

Dois homens morreram nessa segunda-feira (18) em confronto com policiais do Complexo de Operações Policiais Especiais (COPE), no bairro Santa Maria.  Segundo a polícia, a dupla era remanescente de um grupo conhecido como “Quadrilha do Caranguejo”, alvo de uma operação no dia 12 de abril, que culminou com dois mortos, em Salgado.

De acordo com o delegado André David, os dois conseguiram fugir durante a primeira investida da polícia na semana passada, mas diligências continuaram sendo realizadas e ontem receberam a informação de que a dupla estava escondida em um sítio, no bairro Sana Maria.

“Fomos recebidos a bala quando anunciamos que era a polícia, essa agressão foi contida, o socorro foi prestado, mas eles foram a óbito”, destacou o delegado. Na casa foram encontradas várias armas, algumas de grosso calibre e outras artesanais.

Ainda segundo informações do delegado André David, a quadrilha aterrorizava propriedades rurais dos municípios de Salgado, Itaporanga, São Cristóvão, e provavelmente a região do Santa Maria. “Eles eram liderados pelo Tira, que fez inúmeros assaltos em sítios e fazendas. Ele era muito agressivo, ameaçava as vítimas depois dos assaltos, costumava ir no dia seguinte para intimidar que elas não registrassem a ocorrência na delegacia”, afirmou.

A quadrilha

Policiais do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) e militares do 6º Batalhão de Polícia Militar (6º BPM) participaram da operação que culminou na morte de Irandi Irandi de Jesus, 26 anos, o 'Tita', também conhecido na região como o novo Pepita. "'Tita' vivia na mata praticando assaltos em fazendas, sítios e em pequenas propriedades rurais da região. Ele era ex-presidiário, foragido do estado da Bahia, e comandava uma grupo de criminosos especializado em roubos, formado por pelo menos cinco pessoas", relata o delegado André David.

Somente em 2016, foram computados cerca de 10 assaltos realizados pelo grupo. Se contabilizado o ano inteiro, o delegado projeta cerca de 25 crimes, cujo modus operandi se assemelha ao do grupo, "muita violência nas ações, não respeitando sequer pessoas de idade ou deficientes físicos", exemplifica. Eram alvos das ações, propriedades rurais e estabelecimentos comerciais.

"Tita" e um adolescente, que era tido como seu braço direito, morreram e com eles foram apreendidos dois revólveres, máquina fotográfica, um celular e vários pertences roubados das vítimas. Dois homens, ainda sem identificação, conseguiram fugir.