Sergipe

04/03/2016 às 07h15

Dirigentes do Sindserv Propriá prestam queixa contra prefeito por calúnia e difamação

CUT/SE

Vítimas de perseguição política e calúnia, os dirigentes sindicais do SINDSERV PROPRIÁ, Cláudio Herculano e Wagner Carvalho prestaram queixa contra o prefeito Zé Américo (PSC) na Delegacia de Propriá na última terça-feira, dia 1º de março. No entanto, a tentativa de intimidar o sindicato não funcionou. Na manhã desta sexta-feira, dia 4/3, o sindicato realiza novo protesto na porta da Prefeitura Municipal de Propriá.

Durante a negociação da campanha salarial de 2016, o conflito entre trabalhadores e a administração municipal se acirrou. No dia 25 de fevereiro, os dirigentes sindicais cobraram mais uma vez o cumprimento da data-base estabelecida no Plano de Carreira dos servidores. Para cumprir a lei, o prefeito deveria ter concedido reajuste salarial em janeiro de 2016. No entanto, nos últimos dias de fevereiro o gestor pediu um prazo de 30 dias para fazer um estudo de viabilidade e só depois conceder uma resposta sobre o reajuste.

As lideranças sindicais presentes responderam que só concederiam o prazo caso o prefeito aceitasse pagar o reajuste retroativo ao mês de janeiro de 2016. O prefeito não concordou e o tema foi levado à assembleia geral dos servidores na quinta-feira. Os trabalhadores do município reunidos optaram por rejeitar prorrogação do acordo com a Prefeitura e no dia seguinte realizaram um ato na  Câmara Municipal solicitando o apoio dos vereadores na cobrança do cumprimento do Plano de Carreira.

Durante o embate político com o Sindicato, o prefeito foi aos veículos de comunicação e sem qualquer prova acusou os dirigentes sindicais pelo uso indevido da arrecadação sindical. No dia seguinte, os diretores sindicais levaram todos os documentos de prestação de contas do sindicato para comprovar que as acusações do prefeito não têm sustentação. “O SINDSERVE PROPRIÁ é um sindicato combativo. Lutamos e incomodamos, é isso que o prefeito não aceita. Fazemos denuncias na Justiça de todas as irregularidades da Prefeitura. Desvio de função por favorecimento político, o ‘festival’ de gratificação, comissão e contratação, acompanhamos e denunciamos tudo ao Ministério Público. Então o prefeito nos acusa de pedir CC à Prefeitura e várias outras acusações sem prova... É uma tentativa desesperada de enfraquecer o sindicato”, avaliou o presidente do SINDISERVE PROPRIÁ Cláudio Herculano.

O secretário geral do SINDSERV PROPRIÁ, Wagner Carvalho, também criticado pelo prefeito por realizar a luta sindical e ter trabalhado na empresa Oi, explicou durante o programa de rádio que não existe Lei que proíba a qualquer cidadão ter um emprego público e outro privado desde que haja compatibilidade. “Não é a primeira vez que o prefeito de Propriá tenta intervir no sindicato. Na última eleição ele fez o possível para que a atual gestão não vencesse, pois ele sabia que faríamos um mandato combativo. Ele critica as confraternizações que realizamos todos os anos, atividades firmadas no nosso calendário em assembleia geral, com o voto, apoio e consentimento dos trabalhadores. As nossas ações, a aplicação dos recursos e tudo que diz respeito à atuação sindical é decidido pelos servidores públicos municipais de Propriá. Não adianta o prefeito tentar intervir no sindicato nem divulgar números que não correspondem à receita do SINDSERV PROPRIÁ, temos todos os documentos para comprovar as calúnias e sabemos que o prefeito quer desviar o foco do debate, pois os trabalhadores estão cientes de seus direitos e vão lutar pelo cumprimento da data-base tendo todo apoio do sindicato que os representa”, ressaltou Wagner Carvalho.

O presidente da CUT/SE, Rubens Marques, já acompanhou marchas e protestos no município de Propriá enfatizou que o movimento sindical não pode fazer vistas grossas a nenhum caso de perseguição sindical vedada ou explícita. “Ao invés de pagar o que deve aos trabalhadores do serviço público de Propriá, o prefeito Zé Américo usou a emissora de rádio para atacar o sindicato dos servidores e sua direção de forma caluniosa, fato que depõe contra a responsabilidade do cargo que ocupa. Os números apresentados na denuncia do prefeito são falsos e os dirigentes têm como provar. O que o prefeito não engole é o fato de ser denunciado constantemente pelo sindicato, pelos diretores Claudio e Wagner, não só nas emissoras de rádio, mas também no Ministério Público. Alertamos que anteriormente o gestor já tentou interferir na eleição da entidade. A CUT vê a fala do prefeito Zé Américo como um atentado contra a organização dos trabalhadores”.


Fonte: CUT/SE