Sergipe

27/02/2016 às 09h44

Governo autoriza retomada do anteprojeto do Canal de Xingó

ASN-SE

O ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi e o governador Jackson Barreto assinaram a autorização para a retomada da elaboração da primeira fase do anteprojeto de engenharia do Canal de Xingó. O ministro também autorizou a liberação de R$ 60 milhões para a conclusão da ampliação das adutoras Tomar de Geru, Sertaneja e Alto Sertão e entregou o Sistema de Abastecimento de Água para comunidades rurais de Porto da Folha. Compareceram à solenidade que ocorreu no Palácio de Despachos, o presidente da Codevasf, Felipe Mendes, o vice-governador Belivaldo Chagas e o diretor de Revitalização da Codevasf, Eduardo Mota.

Para que os trabalhos de elaboração da primeira fase do anteprojeto do Canal de Xingó fossem retomados o ministro liberou R$ 4 milhões. Ele disse que até outubro o anteprojeto deverá ser concluído. O valor total do contrato é de R$ 6,8 milhões. O Canal de Xingó cortará os estados da Bahia e Sergipe. 

Foto: ASN/SE

A primeira fase do anteprojeto irá nortear a construção de 130 quilômetros do canal, que abrangem desde a captação de água no reservatório de Paulo Afonso (BA), seguindo por Santa Brígida (BA), Canindé de São Francisco (SE), chegando até o reservatório R-5, em Poço Redondo (SE), nas proximidades do perímetro irrigado Jacaré-Curituba. Nas fases seguintes, o canal se estenderá por Porto da Folha, Monte Alegre de Sergipe e Nossa Senhora da Glória.

Com o anteprojeto em mãos, o ministro Gilberto Occhi defende que os governos dos dois estados iniciem a busca de recursos junto ao Governo Federal para sua execução. O Canal levará água para as populações, os animais e a agricultura do alto sertão. A retomada do anteprojeto teve a autorização da presidenta Dilma Rousseff.

Na avaliação do ministro, as obras do canal devem ser executadas por etapas, assim como vem sendo executado o canal de transposição do São Francisco. Ele citou ainda o exemplo do canal alagoano, onde já foram concluídos 95 quilômetros.

Gilberto Occhi entende que os governadores de Sergipe e Bahia, e mais as forças políticas dos dois estados, devem se unir para buscar os recursos junto ao governo federal. Ele ressaltou que é possível que o governo federal invista em toda a obra ou participe com contrapartidas ou mesmo financie o canal. “É preciso a união de todos para que esta obra finalmente saia do papel e faça uma revolução na região do sertão e alto sertão sergipano e baiano”, enfatizou.

O ministro também destacou a importância da ampliação das adutoras sergipanas e estima que as obras serão concluídas no próximo ano. O ministro liberou R$ 60 milhões para que o governo conclua os trabalhos de ampliação das adutoras e revelou que um dos compromissos do governo federal é promover obras estruturantes e fundamentais para as populações.

Occhi ressaltou ainda a importância do sistema de abastecimento para a população da zona rural de Poço da Folha que foi também entregue. Essa obra foi executada pela Codevasf e os investimentos foram de R$ 1,1 milhão. A administração do sistema será da prefeitura. Serão beneficiadas as comunidades rurais de Serra do Moreira, Fazenda Júlia e Vitória do São Francisco, num total de 100 residências. A adução da água é feita no Rio São Francisco. Os sistemas foram implantados pela Codevasf.

Canal

Com a conclusão do anteprojeto, a Codevasf dará início aos procedimentos necessários para a elaboração da licitação da obra, cujo prazo de conclusão é de 03 a 04 anos. O montante para a implantação da 1ª fase do canal é estimado em R$ 1,4 bilhão. O investimento total é estimado em R$ 4,5 bilhões.
O canal vai ter uma vazão de 36 m3/s, já assegurada pela ANA, que será disponibilizada para atender aos Projetos de Irrigação Califórnia e Jacaré-Curituba (em operação) e Manoel Dionísio (a ser implantado). Também será disponibilizada à Deso vazão em torno de 0,5 m3/s para reforço das adutoras do Alto Sertão e Sertaneja e com isso incrementar o abastecimento humano. A água do canal também servirá para o consumo animal e promover a pequena irrigação em mais de 25 assentamentos do Incra.


Fonte: ASN-SE