Sergipe

05/02/2016 às 14h03

Sindicatos protestam no bloco Siri na Lata

Redação Portal A8

Foto: Portal A8SE

O tradicional bloco Siri na Lata saiu mais um ano. Nesta sexta-feira (05), véspera de carnaval, alguns sindicatos se reuniram para de uma forma descontraída mostra à sociedade e cobrar dos governantes melhores salários.

De acordo com o diretor da CUT, Roberto Silva, o bloco é um momento de irreverência, mas um também um momento de denúncia. “Os trabalhadores estão com salários atrasados com dividas a serem pagas e nós vamos estar fazendo o bloco, mas também denunciando todo esse cenário que os trabalhadores vivem neste momento. Servidores em geral do estado e do município, várias categorias participam desse bloco”, destacou.

Ainda segundo o diretor, o nome foi dado, pois quando o trabalhador está sendo desrespeitado fazem muito barulho. Sobre o pagamento das prefeituras aos professores, Roberto Silva apoiou a decisão do Tribunal de Contas (TCE). “Temos muitas prefeituras que não pagaram o salário de dezembro, algumas que não pagaram janeiro. Entendemos que essa posição do TCE, de proibir as festas é fundamental, defendemos que essa decisão seja transformada em resolução. Porque tem que priorizar o salário dos servidores, pois o salário é a comida do servidor e não pode ser secundarizado”, acrescentou.

Os professores de Aracaju estiveram na manifestação e de acordo com o representante da categoria, Adelmo Meneses, a situação dos professores na capital é difícil. “Nós deliberamos na última assembleia e decidimos adiar o início do ano letivo, não só por falta de pagamento, pois não recebemos janeiro, mas pelas condições de trabalho. No dia 15, data em que iniciariam as aulas, haverá ato 8h30 em frente à prefeitura”, relatou.

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Outro sindicato que participou do bloco foi o Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário (Sindijus), que levaram para as ruas a reivindicação contra o auxílio moradia recebido pelo magistério. “Os trabalhadores do judiciário sempre participam desse ato importante para reivindicar suas pautas, nós trouxemos a questão do auxílio moradia, o magistrado que já tem o salário mais elevado do país ainda recebe auxílio moradia de mais de R$ 4 mil reais. Trazemos essa queixa para rua, para que o povo tenha consciência”, reclamou o coordenador da secretaria geral do Sindijus, Gilvan Santos que ressaltou. “Escutamos a desculpa da crise, mas perguntamos que crise é essa e ainda paga esse benefício para magistrados que ganham mais de 30 mil? A gente faz essa ponderação em relação a essa crise dita e a população tem também que refletir, pois quem paga a conta é a população, um tribunal que deveria resguardar a justiça acaba sendo caracterizado por um tribunal de privilégios”.

Os assistentes sociais também estiveram presente na manifestação, o representante Igor Machado, destacou que a categoria vem numa campanha de greve na capital reivindicando pelo respeito ao trabalhador com o pagamento do salário em dia. “O prefeito não vem respeitando, já é o segundo mês consecutivo. Então o trabalhador cansou e vem pra rua exigir o direito institucional do pagamento do salário. Também estamos trazendo a pauta das condições de trabalho, três anos com políticas públicas sucateada, estamos na rua para demonstrar o nosso descontentamento com a gestão”.

O bloco Siri na Lata teve sua concentração na praça Fausto Cardoso e percorreu as principais ruas do centro da cidade.