Sergipe

08/01/2016 às 14h57

Funcionários do Hospital Cirurgia podem entrar em greve a partir de segunda

Redação Portal A8

Foto: Portal A8SE
Servidores do Hospital Cirurgia realizaram um ato na manhã desta sexta-feira (08) para cobrar o pagamento do décimo terceiro salário. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área da Saúde do Estado de Sergipe (Sintasa), Augusto Couto, a manifestação é justa, pois os servidores tem vivido uma angustia constante.

“Esse problema não vem de agora, chegou no limite, pois desde o ano passado vem nessa situação. Hoje é o quinto ia útil e não há previsão de pagamento”, destacou o presidente que ressaltou não haver previsão para o pagamento. “Ontem estivemos na gestão municipal pedindo a antecipação do repasse do governo federal, mas ele disse que só a partir do dia 10. Então estamos com o indicativo de greve e a partir de segunda e se não houver o pagamento do servidor vamos paralisar por tempo indeterminado”.

Segundo Gilberto dos Santos, diretor do Hospital Cirurgia, a unidade de saúde tem valores a receber da Secretaria de Saúde do Município (SMS) decorrente de um contrato que determina o pagamento mensal de aproximadamente R$ 6 milhões. “Nós temos recebido sistematicamente esses valores em atraso, o que se torna humanamente impossível tocar uma empresa sem 14 milhões de reais. Dinheiro circula e tem que ser pago pelo serviço prestado, 60% é gasto com mão de obra, com médicos enfermeiros, técnicos, serviço de limpeza, nós temos mensalmente compromisso vencendo se nos recebermos em atraso, temos dificuldade de prestar o serviço e quando prestamos, é difícil prestar com qualidade”, desabafou o diretor.

Nessa quinta-feira (07) a direção esteve om o secretário Municipal e de acordo com o diretor, não houve uma data precisa para o pagamento. “Ele não me passou uma data, nem dos atrasados, nem dos valores que venceram este mês, diante disso eu aguardo uma decisão do secretário, ele queria que eu desse uma proposta de como quero receber, mas ele que tem que dizer como quer nos pagar, haja visto que já foram feitos outros parcelamentos, termos de ajustamento do MPE e o hospital viu por bem não executá-los para preservar a relação, porem estes pagamentos tem que se dar para que o serviço continue a ser prestado”, afirmou o diretor.

Gilberto dos Santos também relatou que a direção sempre está apta a fazer negociações, mas nesse momento não vê como acontecer um acordo. “Nesse momento eu só posso partir para negociação com servidores a partir do momento que a secretaria se posicionar como pretende nos pagar, seria no mínimo precipitado da minha parte abrir negociação sem antes ter posicionamento”.