Sergipe

06/01/2016 às 17h54

Secretaria Municipal de Saúde informa mudanças no Calendário de Vacinação

Ascom/SMS

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que, após mudanças no Calendário de Vacinação, realizadas pelo Ministério da Saúde, as Unidades de Saúde da Família (USF) de Aracaju também estarão com novo calendário de vacinação para 2016. Estão sendo alteradas doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite e o número de doses da vacina de HPV, que não será mais necessária a terceira dose. As mudanças começaram a valer a partir desta segunda-feira, 4.

De acordo com a coordenadora do Programa Municipal de Imunizações de Aracaju, Débora Moura, as mudanças serviram para unificar o calendário vacinal e para diminuir o número de aplicações e injeções. “O Ministério da Saúde é composto por pesquisadores que vêm modificando as vacinas como forma de melhoria. Sempre que tem uma mudança na situação epidemiológica, mudanças nas indicações das vacinas ou incorporação de novas vacinas são feitas as modificações no calendário. E os pesquisadores sempre vão continuar estudando para cada vez mais melhorar a forma de vacinação, desde quando surgiu o calendário básico de vacinação, em 1973, muitas mudanças já ocorreram, ou seja, são mudanças rotineiras”, destacou. 

HPV

Uma das principias mudanças é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a administração da terceira dose. Os estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de 9 a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. “As meninas que tomaram ano passado a segunda dose não precisam mais tomar a terceira, mesmo que tenha escrito no cartão vacinal que falta a terceira daqui há cinco anos. Agora, pode ser desconsiderada essa terceira dose. Apenas as mulheres vivendo com HIV de 9 a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses”, explicou Débora Moura.

Meningite e Hepatite A

Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra a meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses. “Já a Hepatite A, que antes era feita com um ano de idade, passa a ser aplicada aos 15 meses. Houve uma inversão entre essas vacinas para acompanhar o calendário nacional, porque em alguns municípios era aplicada a vacina de acordo com o que o estado estipulava e, para unificar, foi feita essa alteração”, acrescentou a coordenadora.

Pneumonia

Para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia que, a partir de agora, será aplicada em duas doses, aos 2 e 4 meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos. “Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço. Eles fazem analisando custo e benefício, se duas doses é comprovado que imuniza, não tem porque receber uma terceira dose”, disse Débora Moura.

Poliomelite

Já a terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradicação mundial da doença. No Brasil, o último caso foi em 1989.

A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos. “Embora a última dose seja em injeção, apesar da dor, essa vacina tem uma menor reação adversa do que a gotinha, e esse é o benefício. E a mudança na campanha é que as crianças que iam receber a gotinha a partir dos seis meses, agora passam a receber a partir de um ano de idade, pois a criança de seis meses não receberá a gotinha porque já vai receber a injeção, que não será realizada em campanhas”, finalizou a coordenadora.

Próximas campanhas

As primeiras campanhas a serem realizadas este ano estão previstas para acontecer nos períodos de 30 de abril a 20 de maio, com a Campanha contra a Gripe Influenza, de 11 a 17 de junho com a Campanha de Multivacinação, e de 22 de agosto a 2 de setembro, com a Campanha contra a Poliomielite.


Fonte: Ascom/SMS