Sergipe

23/12/2015 às 11h44

Servidores do Fisco fazem ato em frente a Sefaz

Redação Portal A8

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Na manhã desta quarta-feira (23) servidores do Fisco fizeram um ato em frente a Secretaria do Estado da Fazenda (SEFAZ). Apesar do retorno das atividades, a categoria continua mobilizada na tentativa de negociar com o governo do estado.

De acordo com Abílio Castanheira, diretor administrativo do Sindifisco, uma audiência está marcada para a próxima terça-feira (28). “Esse ato já estava programado desde a semana passada quando decidimos o retorno ao trabalho, após decretação da ilegalidade da greve programamos uma serie de atos e atividades para manter a mobilização acesa. Então hoje é mais um ato que já estava decidido desde a semana passada e ontem em assembleia decidimos novas mobilizações na próxima semana”, explicou.

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Para a próxima semana o Sindifisco já anunciou alguns atos. Na segunda-feira (28) uma concentração será realizada em frente ao CEAC, às 7h da manhã. Na terça (29) haverá outro ato em frente a SEFAZ, ante da reunião com o secretário Jeferson Passos, que está marcado para ás 10h. No dia 30 de dezembro haverá uma assembleia com a categoria para definir as próximas mobilizações e a depender do conteúdo da reunião, até mesmo novas paralisações.

De acordo com Abílio Castanheira, ainda existe uma expectativa de negociação durante a reunião.  “A expectativa é uma negociação, pois ele sabe das nossas reivindicações e esperamos dele uma contraproposta. Não sei bem o que pode ser feito que não gere custo, pois a mudança que queremos fazer na tabela vai gerar gastos, mas a gente aceita que não seja aplicada agora, mas entendemos que tem que ser feita, sem isso não tem carreira. Podemos adiar para alguns meses, mas ela terá custo, fora isso não pode ser feito nada”, afirmou.

Durante o ato, o diretor do Sindicato também falou sobre a ilegalidade da greve e mostrou descontentamento com o posicionamento do judiciário de Sergipe. “Mais uma vez a justiça no estado sistematicamente vai contra o trabalhador, sobretudo contra os servidores, nenhuma greve foi julgada legal, todas as ações que os sindicatos movem contra o estado todos eles a gente perde. O movimento sindical é altamente criminalizado, a última foi com a questão do décimo terceiro, todos que entraram contra perderam sob os argumentos mais estapafúrdios, que foi a alegação do estado estar sem dinheiro”, destacou.

Segundo Abílio, no ano passado o estado tinha 49,5% de comprometimento com a folha de pagamento, com arrecadação menor e hoje, caiu para 47%, e mesmo assim o décimo não será pago e os salários não estão sendo pagos em dia. “A justiça deveria exigir comprovação que não tem dinheiro, pois ninguém pede para comprovar isso. O estado conseguiu aprovar na Assembleia a lei que autorizava a sacar depósitos judiciais, depois não conseguiu sacar do Banco do Brasil. O juiz depois pediu que comprovasse a necessidade do dinheiro e demonstrasse onde estava gasto, ele não fez, em não fez porque não tem como comprovar. O fato é que os relatórios bimestrais apontam, superávit de caixa”.