Sergipe

17/12/2015 às 16h16

MPF e MPE apresentam relatório da educação em Sergipe e cobram solução aos gestores

Redação Portal A8

O Ministério Público Federal em Sergipe (MPF/SE) e o Ministério Público do Estado de Sergipe (MP/SE) apresentaram na manhã desta quinta-feira (17) aos prefeitos dos municípios sergipanos, um diagnóstico sobre a situação das escolas sergipanas das redes estadual e municipal. O relatório foi feito após vistorias realizadas pelo Projeto Ministério Público pela Educação (Mpeduc) em mais de 280 escolas, em todos os municípios sergipanos.

De acordo com o promotor Alexsandro Sampaio, chefe do Centro Operacional de Apoio a Educação do Ministério Público Estadual, o projeto foi importante, pois foi uma forma de ter uma visão de como anda a realidade do ensino em Sergipe. “Nós chamamos os prefeitos e secretários de educação para que se comprometam num termo de parceria pela educação sergipana, queremos com isso que todos assumam responsabilidades e se embrenhem a solucionar em 60 dias essas irregularidades. Esperamos que no início de 2016 possamos ter estruturas melhores, que os professores possam estar com salários em dia, a qualidade da merenda melhore e que o alunado tenha melhor estrutura para poder estudar. Já que isso é o que preconiza a lei e é o que os ministérios públicos querem, que a educação seja melhorada”, afirmou o promotor.

Ainda segundo o promotor, com esse projeto, Sergipe está na vanguarda, pois os relatórios não foram feitos por amostragem, já que a equipe foi em todos os municípios sergipanos para fazer um relatório real da educação. “A rigor o cenário é desanimador e agora chamando a responsabilidade os prefeitos, esperamos que em 2016 tenhamos um melhor aspecto estrutural e que os professores estejam mais estimulados”, concluiu o promotor Alexsandro.

A presidente do Sintese, Ângela Maria, hoje foi importante porque o MP vai mostrar aos gestores o diagnostico in loco da realidade da educação. “Os professores responderam um questionário e eles entendem qual a situação real da escola pública em Sergipe. E é também o dia do compromisso, pois esperamos que a partir dessas recomendações eles se comprometam a resolver os problemas da educação”, ressaltou a presidente do Sintese, que fez uma avalição negativa da educação. “O resultado do relatório é o caos, mas o Síntese tem perspectiva, que a partir de hoje os prefeitos e secretários estarão a par dos problemas e da realidade, que serão apresentadas no sentido de solucionar os problemas”.

Na ocasião, foi feita a proposta aos prefeitos que assinem o Termo de Compromisso e Pactuação pela Educação Sergipana. No documento, os gestores municipais se comprometem a apresentar, no prazo de 60 dias, relatório indicando medidas para assegurar educação de qualidade.

Saúde e educação

O assunto principal do evento de hoje foi a educação, mas foi aberto um espaço para a saúde em virtude do contexto emergencial envolvendo o mosquito Aedes Aegypti. “A previsão disso é se agravar no mês de fevereiro. E precisamos de engajamento a esse respeito, o MPF criou uma rede no âmbito nacional que envolve todos os estados e municípios que criaram um laboratório fechado para discutir o assunto, para que as contribuições sejam espalhadas em todo o pais para que tudo que se produza seja acessado por todos rapidamente”, destacou o procurador regional dos Direitos do Cidadão do MPF, Ramiro Rockenbach.

Diante da situação de combate ao mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika, o secretário da saúde, José Sobral, foi convidado para mostrar aos gestores municipais a importância da participação de todos. “É um momento impar e oportuno, pois considerando essa situação, para que fizéssemos uma apresentação aproveitando a presença dos gestores municipais. É um momento oportuno que foi aberto, por isso, convidamos o Cosems para estar presente, para mostrar a programação e o fluxo da campanha, com o gestor interessado e vendo o grau de importância, a política pública ganha olhar diferenciado. E a educação será um elemento importante no combate ao mosquito. Serão também as crianças que vão alertar pais e familiares para melhorar o controle do mosquito”, finalizou.