Sergipe

17/12/2015 às 12h11

Servidores do Fisco voltam ao trabalho, mas continuam mobilizados

Redação Portal A8

Depois de 38 dias de paralisação, os servidores do Fisco retornaram ao trabalho nesta quinta-feira (17), após uma decisão do Tribunal de Justiça que tornou ilegal a greve da categoria. Mesmo com a volta do atendimento, o Sindifisco informou que a categoria continua mobilizada e que os gerentes que renunciaram ao cargo não voltam ao trabalho.

De acordo com o presidente do Sindifisco, Paulo Pedrosa, até agora o governo não apresentou nenhuma proposta a respeito das reivindicações. “Voltamos ao trabalho hoje, mas com insatisfação muito grande. Mais de 80 cargos de chefia não serão ocupados, pois permanece a entrega de cargos, hoje teremos reunião com a superintendência de gestão tributaria onde será confirmada essa posição”, relatou o presidente.

O Sindicato também mostrou insatisfação por não ter participado da comissão criada no dia 7 de dezembro, pelo governo do estado. “O governo constituiu uma comissão para formular sugestões e não incluiu o Sindifisco nessa comissão, isso mostra uma intolerância e intransigências, porque essa comissão foi solicitação nossa em maio. No mês de junho o governo solicitou os representantes para a futura comissão, nos indicamos, ele só veio constituir agora e para nossa surpresa não nos incluiu como se fosse retaliação ao nosso movimento”, destacou.

Segundo o diretor administrativo Abílio Castanheira, apesar do retorno ao trabalho, o atendimento à população ainda continua prejudicado. “Tivemos diretores que deixaram os cargos e eles não voltam, obviamente isso vai trazer prejuízo pro atendimento, pois muitos sistemas são operados pelos chefes, então isso vai trazer morosidade ao atendimento. Então pedimos que população tenha compreensão neste momento. Pois o que estamos pedindo não é nada demais, é algo legitimo, que é o aumento salarial”, contou.

Segundo o assessor de comunicação da Secretaria da Fazenda, Elber Andrade, a Secretaria está disposta a negociar. “Inclusive, além do secretário, a superintendente tem conversado com o Sindifisco, as demandas especificamente sobre a mudança de atribuição, e todas aquelas que não tiverem impacto na folha salarial podem ser analisadas e implementadas. As demandas que são de estrutura também estão sendo encaminhadas, fora as que já foram atendidas, como a melhoria do parque tecnológico e o investimento em informática”, afirmou o assessor.

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Elber também revelou que os pontos principais, que são aqueles que trazem impacto para os cofres do tesouro, não podem ser cumpridos, pois o estado não tem condição de atender e não quer assumir compromisso agora de algo que não tem concretude no futuro. “Não se pode assumir compromisso sem que o anterior tenha sido contemplado, que é a incorporação da gratificação de produtividades, que já está em lei, mas assim como o PCCV dos demais servidores estaduais, ela depende do estado sair do limite prudencial. Então uma das demandas até o ano passado era a incorporação, que foi atendido e sem que isso seja efetivado não podemos assumir outro compromisso. As que não geram custos estão sendo encaminhadas”, finalizou.