Sergipe

03/12/2015 às 08h19

Familiares buscam respostas diante da morte de jovem em suposto acidente de trânsito

Redação Portal A8

Familiares procuram respostas sobre a morte do comerciante José Alfredo dos Santos, que supostamente teria morrido após um acidente motociclístico na tarde desta última quarta-feira (2), em uma rodovia nas proximidades do município de Carmópolis.

O irmão da vítima, Alexandro Barros, acredita que a morte esteja relacionada a um latrocínio. Ele começou a desconfiar da causa da morte após verificar o laudo do IML que constatou morte por agressão física. “Eu estou desconfiado que foi uma cilada que armaram para ele. Meu irmão tinha um ferro-velho e tinha feito uma venda grande. Ele foi encontrado com hematomas na nuca, como se tivesse apanhado. Eu acho que ele foi vítima de um assalto. O IML também informou lá no laudo que ele foi espancado. Então, tem que investigar direito. Disseram que foi um acidente de trânsito, mas eu tenho quase certeza que não foi”.

Segundo os familiares, José Alfredo estava levando uma mulher na garupa da motocicleta. Os irmãos afirmam que não conhecem a mulher e querem saber sobre o paradeiro dela. “A gente ficou sabendo que ele estava com essa mulher e ninguém sabe quem é. Eu acredito que ela esteja envolvida nesse caso. Disseram que ela foi levada em outra ambulância do Samu e ninguém sabe onde essa mulher foi parar. Ela tem que aparecer para explicar como foi esse suposto acidente”, disse Alexandro.

O outro irmão da vítima, Carlos Alexandre, contou que a vítima foi encontrada morta por vizinhos. “Me ligaram dizendo que ele estava morto e só me entregaram os documentos dele sem dinheiro nenhum na carteira. Como é que ele não tinha dinheiro se ele tinha feito uma venda grande no ferro-velho? Disseram que ele tinha gastado com farra, mas essa história está muito mal contada. Esse pessoal tem que explicar direito como foi isso”.

Os familiares também reclamaram da demora na chegada da ambulância. Segundo eles, o suposto acidente teria acontecido às 15h30 da tarde e o Samu só foi chegar às 18h. “Disseram, que não tinha Samu naquela região de Carmópolis. Aí a gente ligou para Dores e a ambulância veio de Glória para atender meu irmão. Se não tivesse demorado tanto, talvez meu irmão estivesse ainda com vida”, comenta Carlos Alexandre.

Os irmãos pedem que o caso seja investigado e querem justiça “A gente faz um apelo para justiça de Rosário, para as autoridades, que investiguem esse caso direito. Nós acreditamos que não foi acidente. Queremos que a justiça seja feita e que os culpados sejam punidos”, concluem.