Sergipe

26/11/2015 às 09h28

Professores municipais protestam em frente ao TCE por atrasos de salários

Redação Portal A8

Foto: Portal A8SE

 

Professores e servidores dos 75 municípios sergipanos protestaram em frente ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), na manhã desta quinta-feira (26). A cobrança é pelo pagamento de salários atrasados e pelo recebimento de direitos trabalhistas como férias e 13º.

De acordo com a professora que representa o município de Propriá, Givanilda Aquino, a categoria não recebe salários há dois meses. “Sofremos com salários parcelados. O perfeito começou a parcelar para duas vezes, depois passou para três vezes, e sempre pagava atrasado. Chegou ao ponto, de a prefeitura não pagar mais, nem parcelado, nem atrasado. Estamos dois meses sem receber salário de jeito nenhum”, afirma.

O presidente da Central Única do Trabalhador (CUT), Rubens Marques, destaca que a manifestação em frente ao TCE é uma forma de pressionar o órgão a investigar contas e recursos da educação dos municípios sergipanos. “O Tribunal de Contas e Ministério Público precisam agir. Eles têm que ser duros com os prefeitos e governadores que não respeitam os trabalhadores. O MPE e o TCE estão sendo negligentes nesse sentido, porque não pressionam o Estado e não tomam uma medida efetiva. O judiciário é pior ainda que multa quem faz greve e quem luta pelos seus direitos. Professores e servidores municipais com dois meses sem salário, não sabem se vão receber o décimo terceiro e não sabem se vão receber salários. A maioria desses professores sobrevive desse dinheiro, e como é que fica?”, questiona.

A diretora das bases municipais do Sindicato dos Professores, Lúcia Barroso, afira que as prefeituras usam a crise como justifica para não pagar os servidores, mas ela garante que os recursos existem. “Os gestores estão usando a crise para explicar o atraso, mas isso não é real. Pela lei, os municípios devem usar, no mínimo, 25% dos recursos na educação. Eles só falam de recursos do Fundeb, mas existem outros recursos além desse para pagar os servidores. Os prefeitos não estão cumprindo com a legislação. O prefeito de Aquidabã, por exemplo, desde que assumiu o poder, não paga férias, não paga 13º, não paga os salários em dia e não tem data certa para pagar. Por isso, que hoje estamos aqui. Queremos soluções porque assim não pode ficar”.