Sergipe

25/11/2015 às 10h01

Sergipe notifica 4.372 casos de Aids e falta de prevenção ainda é o maior motivo da transmissão

Ascom/SES

O Brasil é referência mundial no combate à Aids. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), desde quando foi descoberta há 30 anos, as ações de prevenção tiveram início, o que fez com que a epidemia fosse controlada. No Brasil, 734 mil pessoas têm o vírus HIV, 417 mil usam os medicamentos antirretrovirais, 167 mil sabem que possuem a doença, mas não se tratam e 150 mil pessoas possuem o HIV e não sabem.

Segundo a gerência do Programa Estadual de DST/Aids, da Secretaria de Estado da Saúde, em Sergipe, de 1987 a maio de 2015, foram 4.108 casos notificados da doença. Hoje, 4.372 pessoas vivem com HIV/Aids no território sergipano.

“Um dos principais motivos do aumento dos casos ainda é a falta de prevenção. A faixa etária mais prevalente de 20 a 49 anos corresponde a 83% dos casos notificados. Nosso grande desafio é conscientizar às pessoas que estão com o HIV para serem encaminhadas para o tratamento. É grande o número de homens e mulheres que nunca fizeram o teste do HIV. Apenas com uma gota de sangue colhida do dedo já dá para saber, em menos de 30 minutos, se a pessoa tem HIV, o vírus da Aids. Dá para fazer esse exame de graça na rede pública, em Centros de Testagem (CTA), em algumas Unidades de Saúde e em laboratórios particulares”, pontua o médico Almir Santana, gerente do Programa Estadual de DST/Aids, da SES.

De acordo com o gerente, existem pessoas que são soropositivas para o HIV e ainda não iniciaram o tratamento.

“As pessoas que vivem com HIV que iniciam tratamento mais cedo apresentam uma melhor evolução da doença, com menos complicações, menos infecções oportunistas e maior expectativa de vida, se comparadas à pessoas que iniciaram mais tardiamente. Decididamente, existem pessoas que não querem usar o preservativo e se envolvem em situações de risco afirmando que “sexo arriscado é mais gostoso”. Continuaremos batendo na tecla que, usando corretamente e frequentemente os preservativos nas relações sexuais, o risco de contrair o HIV é bem menor”, complementa.

O Ministério da Saúde lançou recentemente a Prevenção Combinada onde, além da camisinha, outras medidas ajudam a reduzir o risco de transmissão do HIV: o tratamento como prevenção (o uso de medicamentos antirretrovirais faz com que as pessoas vivendo com HIV/AIDS alcancem a chamada “carga viral indetectável”) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), com o uso medicação antirretroviral nas primeiras horas após qualquer situação em que exista o risco de transmissão do HIV.

O Governo do Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde, vem realizando diversas ações para conscientizar população, profissionais e até gestores para que, juntos, intensifiquem ações de prevenção e controle da doença: capacitação de profissionais, realização de palestras educativas e ações em festas populares e em momentos estratégicos, implantação de protocolos específicos, realização de campanhas educativas em parceria com os municípios, apoio às Organizações Não Governamentais, assistência às pessoas com HIV/Aids no internadas no HUSE, assistência às gestantes soropositivas  atendidas na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, ações de Vigilância Epidemiológica, ampliação da oferta dos testes rápidos através de mobilizações junto às populações mais vulneráveis, entre outros.

“A SES disponibiliza ainda a Unidade Móvel Fique Sabendo. Trata-se de um veículo adaptado com sala de coleta e sala de aconselhamento, onde é possível, através do sigilo, diagnosticar em pouco tempo a doença. A Unidade vai a todos os lugares do Estado, onde existe população vulnerável, empresas, feiras livres, eventos, etc”, complementa Almir Santana. 


Fonte: Ascom/SES