Sergipe

24/11/2015 às 14h49

Representantes do Sindifisco pedem que deputados intercedam em negociação com Governo

Redação Portal A8

Representantes do Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco) estiveram na manhã desta terça-feira (24) na Assembleia Legislativa para pedir que os deputados intercedam junto ao Governador para abrir um canal de negociação com os grevistas, que já então com as atividades paralisadas há 17 dias.

“Estamos fazendo visita aos deputados solicitando que interfiram nesse processo e tentem sensibilizar o governo da necessidade de apresentar propostas concretas às nossas reivindicações. Coisa que não foi feita até a data de hoje. Tanto é que no pedido de ilegalidade o desembargador Cesário Siqueira não acatou a ilegalidade e liminarmente concedeu ao governo o prazo de 5 dias para que ele apresente comprovadamente propostas concretas ao Sinfisco e de 15 dias ao sindicato para que a gente comprove que procedemos na decretação da greve pelos ditames da legislação”, afirmou o presidente do Sindifisco, Paulo Pedrosa.

O presidente do sindicato também destacou que espera que com a intervenção do judiciário o Governo apresente proposta as reivindicações, para que o impasse seja superado e as atividades retomadas. “Foi uma posição coerente do desembargador, pois está efetivamente cumprindo a legislação pelo ponto de vista do direito de greve. E nós procuramos fazer nosso movimento dentro das determinações legais, foi louvável a posição do desembargador e praticamente atuando como um mediador. Pois na hora que pede o prazo está de forma coerente exercendo esse papel e espero que o governo possa apresentar a contra proposta”, revelou.

Os servidores do Fisco reivindicam alteração ou criação de nova lei instituindo o Plano de Carreira, pois alegam que desde 2001 não há uma modificação.  “Precisamos corrigir algumas situações apresentando nova tabela de vencimentos que possa corrigir e propiciar a reposição das perdas inflacionárias possibilitando a progressão horizontal e isso pode dar nova dinâmica na Sefaz.  Hoje do quadro geral 560 servidores, maior parte não pode auditar grandes empresas, somente 20 fazem esse trabalho, os outros cumprem atividades secundarias. Essa nova carreira pode corrigir essa distorção”.