Sergipe

11/11/2015 às 10h43

Terceirizados da Emurb suspendem as atividades para protestar por salários atrasados

Redação Portal A8

Trabalhadores terceirizados da Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb) paralisaram as atividades na manhã desta quarta-feira (11) para reivindicar o pagamento dos salários atrasados e benefícios. Com a paralisação das atividades, serviços como drenagem, pavimentação e terraplanagem ficam suspensos. Os terceirizados são funcionários da empresa Classe A e segundo um dos trabalhadores, representam mais de 50% da mão de obra da Emurb.

De acordo com Ivanildo Pereira Santos, que é terceirizado, os funcionários da prefeitura receberam o pagamento hoje, mas os terceirizados não tem previsão. “Todo mês é um problema para pagar, tem que parar para poderem pagar, o pessoal terceirizado da classe A não sabe quando vai receber. Tem pais de família saindo a pé para trabalhar, pagando para trabalhar. Não temos vale transporte, não tem refeição, não tem nada”, contou o trabalhador.

Além dos salários, a classe também reclama do não pagamento e cumprimento dos benefícios trabalhistas. “Tem trabalhador com cinco férias vencidas, temos medo da empresa declarar falência e como fica o trabalhador? A prefeitura e o secretário deveriam ver essa situação e legalizar a gente”, reclamou Ivanildo que continuou. “Não depositam o fundo de garantia, não paga, a cesta básica, já fomos ao MPE, tiveram quatro audiências e os representantes da empresa não comparecem, o prazo foi de cinco dias para manifestarem mais nada resolve”.

De acordo com a assessoria da Emurb, o pagamento será realizado hoje a empresa Classe A, correspondente aos valores dos salários e vale-transporte do mês de outubro, do pessoal que presta serviço à Emurb. Ainda segundo a assessoria, o pagamento não foi feito até ontem, o 5º dia útil, pois houve atraso no repasse de recursos por parte da Secretaria de Finanças do Município. Já os funcionários da Emurb, que não são terceirizados, estão recebendo em dia. A assessoria também informou que o número de terceirizados não chega a 50% do quadro de funcionários.