Sergipe

10/11/2015 às 16h28

“O taxista não era inocente, ele foi para Gararu sabendo que o crime iria ser cometido”, garantiu o delegado geral da Polícia Civil

Com informações da SSP/SE

Durante entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (10) o delegado geral da Polícia Civil de Sergipe, Everton Santos, detalhou o caso do taxista morto durante tiroteio com os agentes do Complexo de Operações Policiais Especiais (Cope) no último domingo, 8. Além do taxista, dois ex-presidiários, que também estavam no veículo, foram mortos depois de ultrapassarem uma barreira policial.

De acordo com o delegado, as investigações tiveram início em outubro, quando agentes do Cope tomaram conhecimento sobre o planejamento de sequestro a um gerente de uma agência bancária situada no interior do Estado. “De posse dessas informações, acionamos o apoio dos agentes do Dipol, que após minuciosa investigação descobriram que o delito ocorreria no município de Gararu. Constatamos que os três indivíduos já tinham estado na cidade em um táxi de placa de São Cristóvão e no domingo voltaram para o município", explica.

Com a confirmação das informações, os policiais civis saíram em diligências na madrugada do domingo, no intuito de localizar e evitar a ação dos suspeitos, quando, durante uma barreira montada em Gararu, o trio, que estava no interior do mesmo veículo táxi investigado, não obedeceu à ordem de parada dada pelos policiais, dando início a uma perseguição. No confronto, os três indivíduos foram alvejados e encaminhados ao Hospital de Propriá, mas acabaram não resistindo aos ferimentos, vindo a óbito.

Sobre a participação do taxista no crime, o delegado reforçou que ele não era inocente. “Os três indivíduos estiveram na cidade na última semana, os dois eram criminosos perigosos, apesar de Isaías não ter ficha criminal anterior, temos indícios da participação dele na reunião de planejamento do crime, ele não morreu sem saber o que estava acontecendo, porque ele participou da dinâmica do planejamento do sequestro, temos indícios suficientes para saber que ele foi para Gararu sabendo o que iria ser feito, ele não era inocente”.

“O fato da família não saber não é novidade, como é que ele diz que vai pra Sapé e vai para Gararu? Isso é normal. Só no final que percebem que a investigação estava certa. Infelizmente aconteceu a morte, não era para acontecer, mas não estamos na cabeça dos delinquentes e reação tem que ser obviamente abatida com reação, onde tem arma de fogo, tem que ter arma de fogo mais potente e homens mais hábeis”, falou.

Liberação do IML

Os corpos dos três suspeitos chegaram no Instituto Médico Legal (IML) ainda no domingo, mas os familiares só ficaram sabendo na segunda-feira (9). “A decisão de manter estes corpos no IML sem a divulgação no domingo foi minha, até que o corpo seja liberado ele pertence ao Estado, dei a ordem para que só fossem divulgados e liberados na segunda-feira porque o Cope continuava em diligência e poderia atrapalhar a investigação”.

O delegado finalizou a coletiva afirmando que a investigação sobre o crime continua. “A operação não terminou, outras pessoas podem estar envolvidas e daremos sequência a investigação”.


Fonte: Com informações da SSP/SE