Sergipe

20/10/2015 às 14h50

Delegado afirma que ex-vereador foi vítima de latrocínio

Redação Portal A8

O assassinato do ex-vereador de Indiaroba, Adelvan Vieira, de 66 anos, abalou familiares, que pedem justiça diante da morte violenta. O irmão da vítima, Raimundo Vieira, acredita que o crime foi um latrocínio, pois Adelvan não tinha inimigos.

“Agora a gente não pode afirmar nada sobre o crime, está em investigação e são várias linhas de investigação, vamos ver no que vai dar.Tudo indica que foi um assalto, um latrocínio, não acreditamos que foi vingança ou desentendimento”, declarou Raimundo, que ressaltou. “A família está arrasada destruída, todos passando por medicamentos em hospitais, isso destruiu a família da gente”.

Ainda segundo o irmão do ex-vereador, populares informaram que Adelvan teria reagido dentro do carro. “Pelo que a gente escuta dizerem, levaram ele do frigorífico dele, amarraram, deram uma pancada com pau e ele desmaiou. Depois colocaram na mala do carro, levaram para um povoado, como ele estava com as cordas nas mãos folgadas, a suposição é que houve luta corporal e o suspeito deu três tiros neles”, contou Raimundo.

De acordo com testemunhas, na fuga o acusado atropelou um motociclista e depois bateu o carro em uma cancela, onde abandonou o carro. O corpo de Adelvan ficou no carro e o suspeito fugiu a pé por um mangue.

O ex-vereador era casado e deixa 9 filhos. O velório está acontecendo na Câmara de vereadores do município Indiaroba e o sepultamento será ás 16h, no cemitério local.

Investigações

De acordo com o delegado Hugo Leonardo, que está à frente das investigações, é possível afirmar que trata-se de um latrocínio. “Podemos fazer essa afirmação, pois foi subtraído da residência dele, que fica também no local de trabalho, um televisor e uma pequena quantia em dinheiro”, destacou o delegado.

Ainda segundo Hugo Leonardo, a polícia tem recebido muitas informações sobre o caso e todas estão sendo checadas. “Já temos alguns indícios e suspeitos, mas estamos apurando e atuando em algumas linhas de investigação para elucidar o crime.  As equipes da polícia militar e da polícia civil também estão nas ruas trabalhando neste caso”, concluiu o delegado.