Política

18/03/2016 às 07h40

Gilmar Mendes será o relator de mandado de segurança contra posse do ex-presidente

R7

O futuro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente da Casa Civil está nas mãos do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. Nesta quinta-feira (17), Lula foi empossado pela presidente Dilma Rousseff, mas uma liminar de um juiz federal suspendeu a posse.

Gilmar Mendes, que é desafeto do Palácio do Planalto e já deu declarações contrárias à ida de Lula para a Esplanada dos Ministérios, será o relator do mandado de segurança impetrado pelo PPS no Supremo.

Ontem, após a confirmação de que Lula assumiria a Casa Civil, Mendes disse que "a presidente Dilma procurou um tutor com problemas criminais muito sérios".

A declaração foi feita no plenário do Supremo, que julgava as regras sobre o rito de impeachment de Dilma Rousseff. O mandado de segurança, segundo o presidente do PPS, Roberto Freire, tenta reverter "uma imoralidade". 

— O governo está fazendo uma manobra para blindar um investigado pela Justiça. É só pelo foro privilegiado. Não podemos permitir uma situação dessas. É uma manobra que envergonha todo o país.

Outro ministro que já demonstrou insatisfação com a postura de Lula foi o mais antigo membro do Supremo, ministro Celso de Mello.

Hoje, Mello reagiu às críticas de Lula ao STF e explicou que “os meios de comunicação revelaram, ontem, que conhecida figura política de nosso País, em diálogo telefônico com terceira pessoa, ofendeu, gravemente, a dignidade institucional do Poder Judiciário, imputando a este Tribunal a grosseira e injusta qualificação de ser 'uma Suprema Corte totalmente acovardada'”.

Mello disse que o insulto feito à corte é inaceitável e passível de repulsa e que traduz uma “reação torpe e indigna, típica de mentes autocráticas e arrogantes”.

Ontem, grampo da PF (Polícia Federal) revelou que Lula disse que o País tem uma "Suprema Corte totalmente acovardada, um Parlamento totalmente acovardado, um presidente da Câmara f***, um presidente do Senado f***, não sei quantos parlamentares ameaçados".

 


Fonte: R7